Conteúdo publicado há 2 meses

Mulher com cidadania russo-americana é detida e acusada de traição na Rússia

Uma mulher com dupla cidadania russo-americana foi detida na Rússia e acusada de "traição" por supostamente ter arrecadado fundos para o Exército ucraniano, informou nesta terça-feira (20) o Serviço Federal de Segurança (FSB), segundo as agências de notícias estatais.

"O Serviço Federal de Segurança acabou em Yekaterimburgo com as atividades de uma residente de Los Angeles de 33 anos, que tem dupla cidadania, russa e americana", destacou o FSB, citado pelas agências.

A mulher, que não teve a identidade revelada, foi detida no âmbito de uma investigação por "traição".

Segundo o comunicado do FSB citado pelas agências, a acusada "arrecadou fundos de forma proativa para uma organização ucraniana, que posteriormente foram utilizados para comprar produtos médicos táticos, equipamentos, meios de destruição e munições para as Forças Armadas ucranianas".

A agência estatal Ria Novosti divulgou fotos de uma mulher algemada e conduzida sob escolta por agentes do FSB.

O FSB indicou que a mulher agiu "contra a segurança" do país e que também apoiou o Exército ucraniano a partir dos Estados Unidos, segundo as agências.

Na Rússia, o crime de traição pode ser punido com até 20 anos de prisão. Atualmente, vários cidadãos americanos estão detidos no país, incluindo o jornalista Evan Gershkovich, que trabalha para o Wall Street Journal.

Gershkovich foi detido no ano passado e acusado de espionagem, o que o jornalista, o WSJ e o governo americano negam.

O presidente russo, Vladimir Putin, já expressou a intenção de negociar uma troca de prisioneiros.

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