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Atletas da canoagem e remo paralímpicos treinam em São Paulo

Fernanda Cruz - Repórter da Agência Brasil

26/08/2016 12h13

Os atletas da seleção brasileira paralímpica de remo e canoagem treinaram na manhã de hoje (26) na Raia Olímpica da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista. O Brasil levará para a Rio 2016 quatro competidores do remo e cinco da canoagem. Esta será a estreia da canoagem em Paralimpíadas. A competição começará dia 7 de setembro, no Rio de Janeiro. Atletas com deficiência físico-motora integram o grupo da canoagem, divididos em três categorias, conforme o tipo de deficiência. Na KL1, estão os atletas com lesão na medula, que movimentam apenas os braços durante a remada. Na KL2, ficam os biamputados, que, além de movimentar os braços, utilizam também o tronco para impulsionar a remada. Na categoria KL3, o atleta tem uma das pernas amputadas. A paracanoísta Mari Christina Santilli, 38 anos, ficou em sétimo lugar na Copa do Mundo da modalidade, em décimo no Mundial do ano passado e, este ano, conquistou o sétimo lugar no Mundial. Mari teve a amputação da perna esquerda após um acidente de moto. Importância da canoagem é reconhecida "Eu me sinto muito privilegiada porque venho do esporte já há muito tempo no amadorismo. Paralimpíada é o maior evento esportivo do mundo. É a estreia da canoagem, um esporte em que estou há dois anos e meio. E é no nosso país. É algo que é para poucos", disse ela. No remo, as atletas são divididas em classes conforme a possibilidade de movimentação. Na categoria AS, os atletas usam braços e ombros para remar, contando com assento fixo e encosto. Na TA, os competidores, além dos braços e ombros, conseguem usar o tronco e já não precisam do encosto. Os atletas da categoria LTA usam pernas, tronco e braços e podem utilizar um assento deslizante. Na classe AS, está Cláudia Santos, de 39 anos. A atleta vive em Barueri, na Grande São Paulo, e já conhecia bem a Raia Olímpica da USP. Cláudia perdeu a perna direita em um acidente de trânsito, em que foi atropelada. O melhor tempo de Cláudia foi conquistado na Paralimpíada de Londres, em que ela ficou em quarto lugar. "No Rio, a torcida vai empurrar, vai ser outra coisa. Vão todos me ver, minha família, meu irmão, meus sobrinhos, menos minha mãe. Ela prefere ficar em casa, porque é muita emoção, ela é muito chorona", conta. Os Jogos Paralímpicos 2016 serão transmitidos pela TV Brasil, em parceria com emissoras da Rede Pública de Televisão dos estados.