Presos da Operação Quinto do Ouro são encaminhados ao IML

Flávia Villela - Repórter da Agência Brasil

Os seis presos na Operação Quinto do Ouro, deflagrada nesta manhã (29), deixaram a Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro, na zona portuária, por volta das 21h, a caminho do Instituto Médico Legal (IML).

Os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão, José Gomes Graciosa, Marco Antônio Alencar, José Maurício Nolasco, além do presidente da corte, Aloysio Neves, e o ex-conselheiro Aluizio Gama foram presos temporariamente. Eles serão encaminhados para uma unidade do sistema penitenciário do estado.

A operação também cumpriu mais 16 conduções coercitivas, mandados de busca e apreensão, além de bloqueios de bens e valores dos suspeitos.

Mais cedo, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Piccianni (PMDB) foi conduzido coercitivamente para depor na superintendência da PF, onde ficou por cerca de três horas.

As investigações, conduzidas pela PF, indicam que agentes públicos receberam valores indevidos para viabilizar a utilização do fundo especial do TCE-RJ para pagamentos de contratos do ramo alimentício atrasados junto ao governo. De acordo com a apuração, esses agentes receberam uma porcentagem do contrato faturado.

O nome da operação é uma referência ao Quinto da Coroa, imposto cobrado por Portugal dos mineradores de ouro no período do Brasil Colônia.

A assessoria da Alerj informou que Picciani abrirá a sessão de amanhã (30) e fará um pronunciamento no plenário sobre sua condução coercitiva.

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