Reunião da Opas debate ajuda a vítimas de desastres no México e no Caribe

Paola De Orte - Correspondente da Agência Brasil

Os impactos dos mais recentes desastres naturais, como furacões no Caribe e terremotos no México, foram os principais temas dos discursos de abertura da 29ª Conferência Sanitária Panamericana da Organização Pan-americana de Saúde (Opas), em Washington. A conferência é o órgão mais alto da Opas, e se reúne a cada cinco anos.

A diretora da organização, Carissa Etienne, disse que a missão agora é ajudar as vítimas dos terremotos no México e dos furacões no Caribe a restabelecerem os sistemas de saúde na região. "As perdas econômicas resultantes desses desastres serão astronômicas. A reconstrução será grande e difícil para todos os afetados, ainda mais para os pequenos estados insulares e desenvolvimento, para os pobres e as pessoas em condição de maior vulnerabilidade", afirmou.

Etienne afirmou que é preciso haver novas políticas em áreas como "uso da terra, códigos de construção, moradias resistentes a furacões, proteção costeira e litoral e gestão da água".

O novo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que a organização vai direcionar ajuda especial para esses países, e afirmou que "os furacões são uma recordação trágica de que o clima do nosso mundo está mudando, com efeitos devastadores para a saúde".

Vacina contra zika

A conferência reúne os ministros da saúde dos países das Américas para discutir políticas de saúde pública e cooperação técnica da organização em cada Estado-membro. O ministro da Saúde do Brasil, Ricardo Barros, mencionou as questões que relacionam segurança e saúde, como os problemas climáticos, terremotos e tempestades e a gestão de risco relacionada a eles, mas disse que entre as prioridades para o Brasil está a vacina contra o vírus Zika, que foi tema de um encontro com o secretário do Departamento de Saúde e Serviços Humano dos Estados Unidos, equivalente ao ministro da Saúde no Brasil, Thomas Price.

"É fundamental estruturar todos os países para que no caso de surgir um surto, todos possam cooperar rapidamente. Nós tivemos no Brasil zika e febre amarela, dois eventos importantes, recebemos muito apoio da OMS e da Opas e pudemos com isso superar e já eliminamos a emergência de zika e também estamos no fim do surto de febre amarela", afirmou o ministro.

O secretário de Saúde norte-americano, Thomas Price, também citou os desastres, e disse que "os povos da região [do Caribe e do México] sofreram muito durante as últimas semanas", e que isso é uma lembrança crucial da importância de se investir na saúde pública. Price também mencionou as ameaças biológicas como o zika, que, segundo ele "pode se propagar rapidamente por meio das viagens internacionais e põe em risco a saúde, a segurança e a prosperidade de pessoas em todo o mundo".

Amanhã (26), a Opas lança o relatório Saúde nas Américas + 2017, com novos dados sobre a saúde no Brasil e demais países do continente.

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