São Paulo e Rio de Janeiro puxam a alta do custo da construção no país

Marli Moreira - Repórter da Agência Brasil

O custo da construção compõe a inflação que serve de base para o reajuste do aluguel Arquivo/Antonio Cruz/Agência Brasil

O Índice Nacional de Custo da Construção do Mercado (INCC-M) acelerou, ao passar de 0,14% (em setembro) para 0,19% (em outubro). Houve elevação de preços no grupo materiais, equipamentos e serviços (de 0,37% para 0,44%). Em relação à mão de obra, o índice médio ficou em -0,01% (ante -0,04% no mês anterior). No acumulado do ano, o INCC-M teve alta de 3,59% e, nos últimos 12 meses, de 4,15%.

Essa taxa é calculada em sete capitais (Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), reunindo as variações e preços apuradas entre os dias 21 do mês anterior e 20 deste mês. Ela serve de referência para atualização dos valores das construções de habitações e também faz parte do conjunto de dados do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), utilizado na correção dos contratos de aluguel.

O aumento da taxa em outubro foi influenciado pela evolução dos preços em São Paulo (de 0,13% para 0,25%) e Rio de Janeiro (de -0,33% para 0,15%). Já na demais localidades, o índice desacelerou: Salvador (de 0,19% para 0,13%), Brasília (de 0,39% para 0,24%), Belo Horizonte (de 0,22% para 0,11%), Recife (de 0,28% para 0,24%) e Porto Alegre (de 0,19% para 0,08%).

Entre os itens que ajudaram a pressionar a taxa estão os materiais para estrutura (de 0,56% para 0,92%). Também subiram os materiais para acabamento (de 0,16% para 0,26%), com destaque para o segmento de pintura (de 0,12% para 0,86%).

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