Para Temer, há "preconceito" com Forças Armadas e elas não querem o poder

Marcelo Brandão - Repórter da Agência Brasil

  • Pedro Ladeira /Folhapress

    16.fev.2018 - Presidente Temer no dia do anúncio da intervenção federal no Rio

    16.fev.2018 - Presidente Temer no dia do anúncio da intervenção federal no Rio

O presidente Michel Temer disse nesta quarta-feira (28) que existe "preconceito" em relação à atuação das Forças Armadas no país. Em entrevista à rádio Jovem Pan, o presidente disse que os militares precisam participar mais da administração pública.

"Tem que acabar com esse preconceito de que as Forças Armadas não podem fazer nada. Temos que trazer as Forças Armadas para a administração, precisamos acabar com esse preconceito. Eu disse várias vezes aos oficiais militares que eles não precisam entrar na política, mas que precisam ajudar a Administração".

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Temer acrescentou que não vê nos militares a vontade de assumir o poder, mesmo que, segundo ele, as instituições militares gozem de credibilidade perante a sociedade.

"Na verdade, é curioso. Nas pesquisas feitas, as Forças Armadas ocupam primeiro lugar na credibilidade popular. Por muito tempo elas se recolheram, até demasiadamente no meu modo de ver. Elas só são chamadas quando eu as convoco. Não há um desejo sequer das Forças Armadas em assumir o poder", disse.

As declarações do presidente ocorrem em meio à intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. Outra medida de impacto na área anunciada recentemente foi a criação do ministério Extraordinário da Segurança Pública.

Comando da Defesa

A respeito de militares na Administração Pública, Temer comentou sobre a permanência do general Joaquim Silva e Luna como ministro interino da Defesa. Silva e Luna era secretário-geral da Justiça até a saída do ministro Raul Jungmann, que assumiu o ministério da Segurança Pública.

O presidente enfatizou a interinidade do general e afirmou que pode fazer mudanças no comando da pasta em breve, no início de abril. Nesse período o presidente fará uma reforma ministerial em virtude da saída de alguns de seus ministros que desejam concorrer nas próximas eleições e, para isso, precisam deixar o governo.

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