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Capitania dos Portos abrirá inquérito sobre acidente em plataforma da Petrobras

No Rio

11/02/2015 18h08

A Capitania dos Portos do Espírito Santo vai abrir um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação para apurar as causas e responsabilidades na explosão ocorrida no início da tarde desta quarta-feira (11) na FPSO Cidade de São Mateus, navio-plataforma operado pela Petrobras no litoral de Aracruz (ES). Até o momento, três pessoas morreram, dez ficaram feridas e seis estão desaparecidas.

O prazo para a conclusão das investigações é de 90 dias. Segundo a CPES, a abertura de inquérito é um procedimento padrão em casos de acidentes marítimos. Em nota, o órgão informa ainda que a Marinha do Brasil deslocou um navio e duas aeronaves para a área do acidente, "com a prioridade inicial de realizar a evacuação de pessoal e remover as vítimas para os hospitais da Grande Vitória".

O acidente

A explosão foi provocada por um vazamento de gás na casa de bombas, afirmou em nota o Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo. Havia 74 funcionários embarcados, segundo a Petrobras.

Em nota, a Petrobras lamentou o acidente e informou que a BW Offshore, que opera o navio-plataforma, está prestando toda assistência aos funcionários e familiares. "O acidente foi controlado a partir do imediato acionamento do Plano de Emergência com a mobilização de todos os recursos necessários. As operações da plataforma foram interrompidas", diz o texto da estatal.

Histórico

Outros acidentes ocorreram recentemente em plataformas ou refinarias da Petrobras. O último aconteceu no mês passado, quando a explosão em uma refinaria na Bahia deixou três feridos.

No final de 2013, um incêndio em outra plataforma de petróleo da Petrobras forçou a interrupção temporária de sua produção e deixou trabalhadores levemente feridos. Uma semana depois, um incêndio em uma refinaria da petroleira no Rio de Janeiro paralisou temporariamente uma unidade de produção.

Outra plataforma operada pela Petrobras em águas brasileiras foi parcialmente evacuada em fevereiro de 2014 após se inclinar perigosamente.

Arte/UOL
Imagem: Arte/UOL

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