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Homem faz jovem refém e ameaça sequestrar ônibus em rua de Copacabana (RJ)

"Ele não fez nada, só me ameaçou. Disse que estavam tentando matá-lo e queria me usar como escudo", afirmou Leila Lima, 26, feita refém em ônibus no Rio de Janeiro - João Laet/Agência O Dia/Estadão Conteúdo
"Ele não fez nada, só me ameaçou. Disse que estavam tentando matá-lo e queria me usar como escudo", afirmou Leila Lima, 26, feita refém em ônibus no Rio de Janeiro Imagem: João Laet/Agência O Dia/Estadão Conteúdo

07/06/2015 17h53

Um homem fez uma jovem refém após sequestrar um ônibus da linha 125 (General Osório x Central) em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, na manhã deste domingo (8). Após alguns minutos, o suspeito acabou desistindo do sequestro. Ele foi preso com a ajuda de policiais militares e levado para a 12ª DP (Copacabana). A jovem feita refém não sofreu ferimentos.

O caso ocorreu na avenida Nossa Senhora de Copacabana, uma das mais movimentadas do bairro. O suspeito, identificado como Anderson Pinheiro dos Santos, 31, foi autuado pelos crimes de cárcere privado e prejuízo ao funcionamento transporte público, segundo a delegada Thaiane Moraes. Somada, a pena máxima prevista para os dois crimes é de até cinco anos. 

Apesar de ter passagem por roubo, o suspeito não pretendia praticar o mesmo crime, de acordo com a polícia. "Ele avisou a todo momento que não iria machucá-la e não queria nenhum bem material", contou a delegada. "Ele só queria a presença da imprensa."

A refém é a auxiliar de enfermagem Leila Lima, de 26 anos, que voltava do trabalho. "Ele não fez nada, só me ameaçou. Disse que estavam tentando matá-lo e queria me usar como escudo", declarou a vítima.

Segundo o motorista do ônibus, Edison Pacheco de Souza, de 58 anos, o suspeito havia embarcado algumas paradas antes de Leila. Pouco depois de a jovem entrar, ele a agarrou pelo abdômen fazendo sinal de que estava armado --o que acabou não se confirmando.

Pacheco dirigiu o ônibus por algumas quadras e parou na própria avenida Nossa Senhora de Copacabana, na esquina com a rua Hilário de Gouveia, a apenas uma quadra da delegacia. Avisados, agentes da própria DP foram negociar a rendição, que ocorreu sem que o suspeito esboçasse reação. Pelo menos três viaturas da PM deram apoio.

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