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Viúva de Janene à CPI da Petrobras

Luis Macedo/Agência Câmara
A viúva do ex-deputado José Janene (PP-PR), Stael Fernanda Janene, depõe na CPI da Petrobras. O ex-deputado, morto em 2010, é apontado como um dos operadores do esquema de corrupção na estatal. Stael conseguiu um habeas corpus no STF (Supremo Tribunal Federal) garantindo a ela o direito de não falar sobre o que possa incriminá-la Imagem: Luis Macedo/Agência Câmara

De Brasília

2015-07-14T10:51:00

14/07/2015 10h51

A viúva do ex-deputado José Janene (PP-PR), Stael Fernanda Janene, está depondo na CPI da Petrobras, nesta terça-feira, 14. O ex-deputado, morto em 2010, é apontado como um dos operadores do esquema de corrupção na estatal.

Stael conseguiu um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) garantindo a ela o direito de não falar sobre o que possa incriminá-la. "Dentro do possível quero esclarecer as dúvidas e me coloco à disposição", disse no início do depoimento.

Ela confirmou que conhece o doleiro Alberto Youssef e disse não saber a área que ele atuava, que sua relação com ele era de amizade e encontros nos finais de semana. A viúva disse que Youssef é padrinho de um de seus filhos e afirmou que não participava da vida política de seu marido.

O presidente da CPI, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), chegou a desconfiar da morte de Janene e sugeriu que o corpo do ex-parlamentar fosse exumado, mas acabou voltando atrás. Motta não está presidindo hoje a sessão.

Também estava previsto para hoje o depoimento de Shinji Tsuchiya, da Mitsui. Tsuchiya enviou um mensagem à comissão solicitando o reagendamento da oitiva porque ainda está tomando conhecimento da situação da empresa. O executivo alegou que está há um mês no Brasil e que não fala português, por isso precisaria de tradutor.

Embora também estivesse programado para esta terça-feira, a comissão não conseguiu confirmar ainda a vinda de J.W. Kim, da Samsung Heavy Industry. O executivo não retornou ao aviso de convocação.

Comunicados

A CPI foi informada que o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu os efeitos do requerimento aprovado na comissão para a quebra dos sigilos da família Schahin. Também chegou à comissão ofício do juiz Sérgio Moro negando o acesso aos parlamentares do conteúdo da delação premiada de Milton Pascowitch.

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