Em meio a crise financeira, Pezão diz que país não pode repetir 2015

No Rio

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, afirmou nesta segunda-feira (4) que, apesar de as dificuldades financeiras persistirem em 2016, o ano não será tão árduo quanto foi 2015. A declaração foi dada no mesmo dia em que o governador destacou que o orçamento da área da Segurança Pública permanecerá, em 2016, três vezes maior do que aquele previsto para a pasta da Saúde -que enfrenta crise decorrente da falta de recursos no caixa do Estado. Os valores não foram divulgados, só a proporção.

"Eu sou uma pessoa otimista. As medidas que tomamos em 2015 vão se mostrar suficientes, e tivemos a sinalização da presidente Dilma Rousseff, publicando os novos indexadores da dívida dos Estados, que é ansiada há mais de dez anos por todos os governantes. Acredito que a gente vá ter crescimento econômico, não dá para ter outro ano como 2015, por isso o meu otimismo", afirmou. Em relação às despesas do Estado, Pezão afirmou que o investimento na segurança "continua sendo o maior".

Em dificuldades financeiras, o governo estadual também busca alternativas para reduzir as despesas. Uma dessas medidas seria a transferência de órgãos estaduais para um centro administrativo que abrigue diversas secretarias. O objetivo é reduzir gastos com aluguéis de salas, que chegam a R$ 80 milhões.

O mais cogitado é um edifício de 19 andares na Cidade Nova, na área do Sambódromo, projeto do escritório do arquiteto Oscar Niemeyer. "Estamos fazendo as contas, vendo três prédios, o que for mais barato. Se pagarmos R$ 40 milhões, já é metade, e ainda se racionaliza custos com empresas de segurança e limpeza", justificou.

Apesar do cenário adverso, Pezão garantiu que os pagamentos de janeiro dos servidores sairão normalmente até o dia 12, sétimo dia útil do mês --em dezembro, o 13º salário foi parcelado.

O governador do Rio também afirmou que a rede da saúde fluminense será enxugada, adaptada à escassez de recursos. "Temos 26 unidades e os recursos que recebemos são irrisórios, R$ 45 milhões. Vamos nos adaptar ao que a gente recebe, é muito pouco pelo que prestamos. A nossa rede será do tamanho que for pactuado com as prefeituras e o governo federal. O nosso Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) é o único do Brasil. Vamos discutir com o Ministério da Saúde e prefeitos da Região Metropolitana".

Ele deu as declarações após a troca de comando geral da Polícia Militar --saiu o comandante Alberto Pinheiro Neto (oficialmente, a pedido), e entrou em seu lugar o coronel Edison Duarte dos Santos Júnior, que vinha chefiando a Coordenadoria Especial de Assuntos Olímpicos.

O oficial chefiará a corporação no ano dos Jogos Olímpicos do Rio com a experiência de ter coordenado, entre 2009 e 2013, a preparação da PM para atuar na Copa das Confederações e na Jornada Mundial da Juventude, que teve a presença do papa Francisco (ambos em 2013).

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