Operação Lava Jato

Líder do governo questiona dinheiro de propina em campanha de Dilma

Em Brasília

  • Divulgação

    Humberto Costa, senador (PT-PE) e líder do PT no Senado

    Humberto Costa, senador (PT-PE) e líder do PT no Senado

Após delação de executivos da Andrade Gutierrez apontarem dinheiro de propina usado em doações oficiais à campanha da presidente Dilma Rousseff em 2014, o líder do governo, Humberto Costa (PT-PE), afirmou que não é possível criminalizar doações feitas oficialmente.

"Não consigo entender que doações de campanha legais de uma empresa possam corresponder à propina. Se formos criminalizar as doações oficiais, nenhum candidato de 2014 terá a mínima condição de ter suas contas aprovadas", disse o senador.

Na avaliação de Costa, a acusação só tem gravidade se os delatores puderem comprovar que o dinheiro de propina foi doado à campanha de Dilma com o conhecimento e conivência da presidente.

O líder do governo argumentou ainda que a Andrade Gutierrez fez doações em proporções maiores para candidatos de oposição do que para a presidente e que a acusação na delação premiada é uma tentativa de garantir o acordo de leniência.

Para ilustrar seu ponto de vista sobre a dificuldade de questionar doações oficiais e quem de fato recebeu dinheiro advindo de propina, o senador ironizou a situação, sugerindo uma hipótese em que as empresas tivessem duas contas: uma limpa e outra com propina.

"Cada empresa tem uma conta para receber o dinheiro da propina e doar para alguns candidatos, e uma outra conta que são de recursos legais e que ela escolhe dar para os candidatos que ela considera que devam ter esse apoio. Não quero nem fazer essa avaliação, é totalmente inadequada", disse.

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