Diego Herculano/AFP

Violência no Rio

Advogado de suspeito de estupro coletivo diz que vítima estava "superconsciente"

  • Marcelo Theobald/Extra/Ag. Globo

    Raí de Souza se entregou à polícia e está preso por suspeita de envolvimento no estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos

    Raí de Souza se entregou à polícia e está preso por suspeita de envolvimento no estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos

Raí de Souza, preso por envolvimento no estupro de uma adolescente de 16 anos, na zona oeste do Rio de Janeiro, disse que a vítima estava "superconsciente" no momento da ação, segundo relato do advogado do suspeito, Alexandre Santana.

O defensor reafirmou sua versão de que Raí teria tido relações sexuais com a jovem de maneira "consensual", horas antes da gravação da filmagem divulgada nas redes sociais.

O vídeo mostra um homem manipulando por alguns momentos as partes íntimas da jovem nua. Também é possível ouvir risadas e uma música em ritmo de rap, cantada por um dos homens presentes.

Questionado pela imprensa, nesta terça-feira (31), sobre como a menina não teria acordado nesse cenário, Santana disse que o cliente atribuiu esse fato ao "cansaço". "Passou o tempo todo no baile funk, né?", declarou Santana.

O advogado disse que Raí teria chegado ao local do crime, chamado nos depoimentos de "abatedouro", com a jovem, o outro suspeito, também preso, Lucas Perdomo Duarte dos Santos, e a amiga Joyce, 18, por volta das 7h de domingo (22).

Segundo a versão, o vídeo foi gravado em torno das 10h, pelo celular de Raí. Santana disse que a gravação não foi feita pelo suspeito, mas por um traficante identificado apenas por Jeferson, o "Jefinho".

Raí tinha saído do quarto para pedir um mototáxi, quando Jefinho pegou o celular dele no quarto e fez a gravação. Raí chegou no fim da filmagem, quando estavam cantando um rap. A risada que se houve neste momento é de Raí, "mas ele estava rindo de outra coisa", disse o advogado.

Lucas e Raí, presos na Cidade da Polícia (sede das delegacias especializadas da Polícia Civil), deverão prestar novos depoimentos nesta terça. A delegada Cristiana Bento, presidente do inquérito que tramita na DCAV (Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima), disse que vai no início desta tarde à Cidade da Polícia.

Quatro suspeitos de participar do estupro ainda estão foragidos. A delegada quer ouvir um sétimo suspeito. Segundo o advogado Santana, seria Jefinho. Santana esteve na Cidade da Polícia a pedido da família de Raí, que teme agressões contra ele.

"Eu contei. Eram 33 homens", afirma vítima

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