Meirelles, Serra e Renan viajarão com Temer para a China

Brasília - Mesmo sem a definição em relação ao horário do embarque para a China, já que o presidente em exercício, Michel Temer, quer aguardar a decisão do impeachment que deve confirmar o afastamento definitivo de Dilma Rousseff para viajar como presidente efetivo, estão definidos alguns integrantes da comitiva que o acompanharão no avião presidencial. Entre eles estão o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o de Relações Exteriores, José Serra, além do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Também foram convidados para integrar a comitiva alguns parlamentares, como os deputados Beto Mansur (PRB-SP), Fábio Ramalho (PMDB-MG) e o líder do DEM, Pauderney Avelino (AM).

Alguns ministros que também participarão da agenda na Ásia, como o da Agricultura, Blairo Maggi, e o dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, irão antes da comitiva presidencial já que possuem uma ampla agenda com empresários e investidores das suas áreas.

O avião presidencial - um Airbus A319 - possui uma suíte para Temer, além de uma espécie de ala vip, com amplas cadeiras e mesas de escritório para reuniões. A primeira-dama, Marcela Temer, não acompanhará o marido em sua provável primeira viagem como presidente efetivado.

Agenda na Ásia

Mesmo com a votação final do impeachment prevista para a esta quarta, 31, o Planalto ainda planeja fazer um esforço para garantir a saída da comitiva presidencial no final da tarde. A viagem de Temer para a China tem previsão de três paradas: na Ilha do Sal, Cabo Verde; em Praga, capital da República Tcheca; e em Astana, capital do Cazaquistão. O tempo de viagem estimado, que era de 33 horas, segundo assessores de Temer, passou a ser de 27 e 28 horas. Com isso, se ele conseguir sair do Brasil até às 17 horas, ele chegaria a Ásia na manhã do dia 2, o que ainda possibilitaria que ele participasse de um seminário de empresários em Xangai.

Além do encontro com empresários, Temer pretende fazer uma reunião com o presidente chinês, Xo Jinping, já que os dois não conseguiram se encontrar durante a passagem da autoridade chinesa pelo Brasil na Olimpíada. Há ainda diversos encontros bilaterais pré-agendados. Para o dia 3 de setembro, por exemplo, estão previstos encontros bilaterais com os primeiros ministros da Espanha e Itália e com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita. Há também a previsão de uma conversa com o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo. A agenda principal na China - o encontro dos líderes do G-20 em Hangzhou - está marcada para os dias 4 e 5 de setembro.

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