Impeachment tem repercussão imediata na imprensa dos EUA

Nova York - O impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado ganhou repercussão imediata na imprensa dos Estados Unidos na tarde desta quarta-feira, 31, com destaque nas páginas da internet das principais publicações do país, como o The New York Times e The Wall Street Journal, além de chamadas na televisão de redes como CNBC, CNN, Fox e ABC.

A notícia é o principal destaque na página da internet do The Wall Street Journal, o maior jornal de economia e finanças dos EUA. "Dilma Rousseff é destituída em histórico processo de impeachment no Brasil", afirma o jornal na sua reportagem, destacando ainda que incertezas políticas devem persistir no País.

"Dilma Rousseff, uma antiga guerrilheira de esquerda, que desafiou a ditadura, mas se debateu como presidente do Brasil em meio a incertezas sobre a problemática economia e uma clima de fratura política, foi removida do poder nesta quarta-feira", afirma o Journal, mencionando que a petista vê sua saída como um "golpe de estado".

O Journal diz que o tempo que o presidente Michel Temer terá para implementar as reformas e medidas de ajuste fiscal tão esperadas pelo mercado pode ser curto e os investidores vão querer ver avanços. "Muitos analistas afirmam que Temer tem uma janela de oportunidade muito limitada para convencer os mercados e os políticos de que ele pode prosseguir com as medidas de austeridade para colocar o Brasil de volta aos trilhos."

A notícia também foi veiculada pelas redes de televisão como a CNBC, CNN e ABC, além da rede de rádio pública do país, a NPR. As reportagens destacaram a "ampla margem" pela qual ela foi removida, com 61 senadores votando pela saída e 20 pela permanência. Eram necessários 54 votos para o impedimento. "A presidente do Brasil foi oficialmente removida de seu cargo nesta quarta-feira", disse a apresentadora da CNBC em uma chamada de notícia "urgente".

A CNBC ressaltou que a saída de Dilma era esperada, mas a confirmação hoje não deixa de ser "um evento" para o País, que teve de manhã estatísticas mostrando que a contração da economia continua, destacou a emissora, citando os números divulgados hoje do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, com contração de 0,6% no segundo trimestre na comparação com o primeiro. A expectativa, disse a apresentadora, é que medidas "mais amigáveis ao mercado" sejam tomadas pelo presidente Michel Temer.

"A primeira mulher presidente do Brasil está fora do emprego", afirmou a CNN nesta tarde. Dilma, disse a apresentadora da rede, foi uma das presidentes mais impopulares no Brasil e, talvez, do mundo, em meio a um amplo escândalo de corrupção e uma crise econômica no País.

A CNN ressalta que o impedimento de Dilma pode não ser o fim de sua carreira política, na medida em que a regra que a tornaria inelegível por 8 anos não passou na casa nesta quarta-feira pela maioria necessária.

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