Próximos protestos não devem terminar no Largo da Batata, diz Alckmin

Em São Paulo

  • Amanda Perobelli/Estadão Conteúdo

    Tropa de Choque da PM de SP tenta dispersar manifestantes do protesto contra Michel Temer no entorno do largo da Batata, no domingo (4)

    Tropa de Choque da PM de SP tenta dispersar manifestantes do protesto contra Michel Temer no entorno do largo da Batata, no domingo (4)

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse nesta quarta-feira (7) que a Secretaria de Segurança Pública do Estado se reuniu com deputados federais e estaduais, além de políticos, como o ex-senador Eduardo Suplicy (PT), para recomendar que as próximas manifestações não terminem no Largo da Batata.

O local no bairro de Pinheiros, na região oeste da capital paulista, foi palco de conflito envolvendo a Polícia Militar e participantes de uma manifestação contra o governo Temer no domingo (4).

Segundo o governador, por ter apenas uma estação de metrô, a alta concentração de pessoas num único local dificulta a dispersão, levando a tumultos - diferentemente da Avenida Paulista, onde a dispersão das pessoas é diluída porque há várias estações.

Mais um protesto contra Temer e a favor de nova eleição presidencial está marcado para esta quinta-feira (8), com previsão de começar e terminar no Largo da Batata. Porém, por conta do intervalo entre o início e o fim da manifestação, a Secretaria de Segurança Pública não crê na repetição de conflitos como o ocorrido no domingo.

Alckmin disse ainda que considera "bem-vinda" a decisão do Ministério Público Federal de acompanhar as próximas manifestações para conferir se há excessos nas ações de policiais. "Ajuda a aperfeiçoar o trabalho", comentou.

Questionado se direitos humanos foram violados nos protestos contra Temer em São Paulo, Alckmin respondeu que a polícia filma todas suas atividades para, se necessário, fazer a correção interna.

Após assistir ao desfile cívico-militar em comemoração ao dia da Independência no sambódromo de São Paulo, na zona norte, Alckmin voltou a defender a ação da polícia nos últimos protestos. O tucano reiterou que é preciso coibir atos de vandalismo.

"A Polícia Militar está sempre orientada a fortalecer a democracia e garantir a segurança das manifestações. Manifestação política é legítima, nenhum problema. Agora, é preciso coibir vandalismo, a depredação de patrimônio público e de patrimônio privado." Ele acrescentou que a polícia continua sendo orientada a garantir as manifestações e, ao mesmo tempo, a "segurança de todos".

"Nossa tarefa é fortalecer a democracia, garantir o direito de manifestação e preservar a ordem. Não se pode deixar incendiar carros de pessoas e depredar patrimônio", assinalou o governador.

Domingo na Paulista é marcado por protesto contra governo Temer

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