Filha de vítima do Carandiru vai à Justiça por respeito à memória do pai

Em São Paulo

  • Niels Andreas/Folhapress

    Corredor alagado de sangue no pavilhão da Casa de Detenção de São Paulo, após o episódio conhecido como "massacre do Carandiru", em 1992

    Corredor alagado de sangue no pavilhão da Casa de Detenção de São Paulo, após o episódio conhecido como "massacre do Carandiru", em 1992

Filha de um detento morto em 1992 na Casa de Detenção Carandiru, a auxiliar de limpeza Fernanda Vicentina da Silva, 33, decidiu processar o Estado após as declarações do desembargador Ivan Sartori, que disse ter havido legítima defesa no caso. Ela entendeu que houve desrespeito à memória do pai, Antônio Quirino da Silva, cuja morte foi causada por cinco tiros, um deles na nuca.

Na ação, pede indenização de R$ 176,8 mil e ainda a veiculação de propaganda pelo governo reconhecendo a responsabilidade pelo massacre. "Esperava que a justiça fosse feita e os policiais fossem punidos dentro do que determina a lei", disse.

O advogado Carlos Alexandre Klomfahs classificou de absurda a declaração do magistrado. "Foram mortes cruéis em série." O pedido ainda não foi analisado. O Tribunal de Justiça disse que, "como instituição, não possui entendimento sobre questões jurisdicionais". O governo disse não ter sido notificado sobre a ação. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

 

Relembre o caso das mortes no Carandiru

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