Freixo divulga carta-compromisso para "romper com o medo"

Do Rio

  • Pablo Jacob/O Globo

O candidato à prefeitura do Rio, Marcelo Freixo (PSOL), divulgou na manhã desta segunda-feira, 24, carta-compromisso com sete pontos. No documento, ele promete montar secretariado técnico e o trabalhar pelo equilíbrio do orçamento municipal. O candidato refutou comparações com a "carta aos brasileiros", assinada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva às vésperas do segundo turno de 2002. "Não é nem carta que a gente está chamando, mas de um compromisso. O nosso compromisso é o nosso programa. Não há adaptação, não há flexibilização do programa. Então, não há qualquer paralelo com o que foi feito pelo Lula, por isso a gente nem sequer chama de carta", afirmou Freixo.

O documento será detalhado nesta terça-feira, 25, em lançamento oficial, num encontro com empresários. "A gente quer que as pessoas conheçam melhor o programa e rompam um pouco com o medo. Sempre existe o medo do novo. Os pontos principais é que o nosso secretariado será técnico. Nenhum será indicação de partido político. Também o compromisso de dialogar com o governo federal e governo estadual. O prefeito eleito tem obrigação de defender a cidade em todas as esferas. Vamos honrar os contratos todos que forem legais e estiverem corretos. E vamos, evidentemente, garantir transparência para que tenha mais eficiência a administração pública", afirmou.

Freixo comentou ainda o episódio em que agrediu um fotógrafo, em 2006. O caso, publicado pelo jornal O Fluminense, naquele ano, foi relembrado domingo, 23, pelo blog Jornal Livre, sob o título "A matéria que Freixo estaria escondendo há 10 anos", numa paródia à chamada de capa da revista Veja, "A foto que Crivella esconde há 26 anos", sobre a detenção do senador, acusado de invasão de domicílio.

"Ao contrário do meu adversário, não escondo nada do meu passado. Meu irmão foi brutalmente assassinado, deixou duas crianças, e havia um pedido da minha mãe de que ele não fosse fotografado no caixão. Esse fotógrafo entrou na capela, fotografou meu irmão, contrariando pedido da família; coisa que nenhum outro repórter fez. Era um desejo da minha mãe, que estava enterrando um filho, um momento muito delicado. Ele foi retirado sem nenhuma violência. Quando a gente fecha o caixão, o momento mais doloroso para quem perde um familiar, e sai com o caixão, ele mais uma vez vem e fotografa de perto o caixão com a minha mãe. Eu errei, evidentemente. Uma agressão que não se justificativa. Eu o empurrei, dei um chute nele, mas tinha um contexto que era o enterro do meu irmão e o desrespeito profundo desse profissional com a minha mãe", afirmou Freixo.

Em seu perfil no Facebook, o fotógrafo Bruno Lima diz que fazia as imagens à distância. "Diferente de tudo que tinha visto até então, quando apontei a câmera para a frente, vi alguém largando o caixão e correndo até mim. Não deu tempo de processar o que estava acontecendo. Só deu tempo de me abaixar, tentando proteger o meu equipamento e receber socos e chutes de alguém, que vim a descobrir que era o próprio Marcelo Freixo. Por mais que houvesse a dor da perda, nunca imaginaria que pagaria o pato pela perda do irmão. Pareceu que ele estava querendo descontar tudo em mim. Fui agredido covardemente. Mesmo tentando proteger o meu equipamento, meu ganha pão, ele conseguiu quebrar o flash", escreveu.

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