Temer diz que sigilo das delações é decisão do STF e 'não dará palpite'

De Serra Talhada e Floresta (PE)

  • Adriano Machado/Reuters

O presidente Michel Temer (PMDB) considerou "correta" a decisão da presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministra Cármen Lúcia, de homologar as 77 delações da Odebrecht. "Acho que a presidente Carmem Lúcia, que até tinha pré-anunciado sua decisão para hoje ou amanhã, fez o que deveria fazer. E nesse sentido fez corretamente", disse.

Em outras ocasiões, Michel Temer tinha afirmado que a homologação das delações, antes da escolha do novo ministro do STF, poderia atrapalhar as ações do governo e a economia do país.

Em Serra Talhada, o presidente Temer disse que não pode "dar palpite" sobre a decisão da presidente do STF. "Ela manteve o sigilo e essa é uma decisão do Judiciário, eu não posso dar palpite em delação", afirmou.

Questionado se não temia vazamentos seletivos e de que forma eles poderiam prejudicar o seu governo, Temer disse "eu não sei". "De vez em quando sai um ou outro, mas eu confesso que estando lá no Supremo eu duvido que haja vazamento", afirmou, destacando que conhece "a seriedade, a competência, a extraordinária capacidade administrativa e judicial da presidente Cármen Lúcia". "Tenho certeza de que vazamento não haverá", reforçou.

Cercado de ministros pernambucanos, o presidente não respondeu sobre o impacto do possível envolvimento de auxiliares nas delações e se isso afetaria a reforma ministerial.

 

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