Vereadora do PT acusa assessores de Fernando Holiday de agressão

Em São Paulo

  • Reprodução/Facebook

    Vereadora Juliana Cardoso (PT) afirmou que foi agredida fisicamente e verbalmente

    Vereadora Juliana Cardoso (PT) afirmou que foi agredida fisicamente e verbalmente

A tensão nas redes sociais entre esquerda e direita entrou na Câmara Municipal na tarde desta sexta-feira (10) em um tumulto envolvendo os vereadores Fernando Holiday (DEM), coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL), e a vereadora Juliana Cardoso (PT), que acusou assessores do democrata de agressão. Um tumulto paralisou a sessão desta tarde na qual era discutido o projeto de multa para pichadores. Depois, a sessão voltou.

"Agrediu verbalmente, com tapa. Onde já se viu isso? Numa Câmara Municipal, a liderança do Partido dos Trabalhadores, o que é?", disse a vereadora, que perguntou ainda "que molecagem é essa?"

Segundo Juliana, no começo da tarde, membros do gabinete de Holiday abordaram o senador Lindberg Faria (PT), que fazia uma visita à bancada petista paulistana, quando ele já deixava o prédio. No estacionamento do subsolo, com celulares filmando a ação, o teriam chamado de "corrupto". O gesto teria terminado em um empurra-empurra entre militantes do PT e do MBL.

Após isso, funcionários do PT se dirigiram à sala da liderança da bancada, no 6º andar, para discutir o caso. Mas a reunião foi interrompida com uma invasão da sala. "Eram dois ou três assessores do Holiday", segundo contou o funcionário do PT André Kuchar, que também estava filmando seus atos.

Depois do incidente, Juliana foi ao plenário e relatava o caso nos microfones, quando foi interrompida pelo presidente da Casa, Milton Leite (DEM), padrinho político de Holiday. "Vereadora, pediria que a senhora fizesse uma queixa aqui junto à Presidência, ou à Corregedoria, que são os meios legais. Cabe ao senhor corregedor a que tome as providências", disse o presidente da Câmara.

Aí foi a vez de o líder do PT na Câmara, Antonio Donato, de interromper Milton Leite. "Presidente, é um fato extremamente grave, peço que o senhor suspenda a sessão para encaminhar uma solução imediatamente para esse ataque à democracia". Na sequência, aos gritos, disse "fascismo aqui dentro não!"

Renato S. Cerqueira/Futura Press/Estadão Conteúdo
Fernando Holiday disse desconhecer as agressões supostamente cometidas por seus assessores
Um novo empurra-empurra se seguiu no plenário, que terminou por ação dos próprios vereadores. Juliana, Holiday e os vereadores Eduardo Tuma (PSDB) e Eduardo Suplicy (PT) se dirigiram ao gabinete do coordenador do MBL, onde ficaram até o começo da noite desta sexta.

Holiday disse que não tinha conhecimento da ação de seus assessores e que, se ocorreu alguma ilegalidade, os responsáveis seriam punidos.

A Mesa Diretora da Câmara emitiu uma nota oficial: "Duas pessoas adentraram uma reunião privada do PT sem a devida autorização. A apuração inicial da PM disse que não houve agressão física mas todos os envolvidos ainda serão ouvidos. A presidência da Câmara tomará todas as medidas necessárias para resolver o lamentável ocorrido".

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