Doria tira verba de R$ 30 milhões de obras para pagar gestão das privatizações

Bruno Ribeiro e Fabio Leite

Em São Paulo

  • Aloisio Mauricio/Fotoarena/Estadão Conteúdo

    Prefeito João Doria (PSDB) pretende implementar um plano de privatizações em São Paulo

    Prefeito João Doria (PSDB) pretende implementar um plano de privatizações em São Paulo

Com recursos para investimento congelados, a gestão João Doria (PSDB) determinou nesta terça-feira (7) o cancelamento de obras de terminais de ônibus, de combate a enchentes e também da Ponte Raimundo Pereira de Magalhães, na zona norte, e transferiu a verba, que somada dá R$ 30 milhões, para a Secretaria de Desestatização e Parceria, segundo decreto publicado no Diário Oficial da Cidade.

A nova secretaria vai usar a verba para custear a também recém-criada SP Parcerias, empresa pública que ficará encarregada de formatar o plano de privatizações que vem sendo prometido pelo prefeito.

Segundo a prefeitura, o rearranjo liberou verbas para a contratação da empresa por parte da secretaria. É um modelo de contrato parecido com o que a Secretaria de Transportes tem com a CET, que também é uma empresa pública.

Ainda segundo a Prefeitura, a nova secretaria nasceu sem verba própria, uma vez que o orçamento aprovado no ano passado foi escrito antes de a Pasta ser criada. Assim, foi preciso fazer reajustes orçamentários para que o órgão tivesse recursos. Os serviços que perderam a verba já tinham sido alvo da tesoura: haviam sido suspensos em janeiro, quando a Secretaria Municipal da Fazenda determinou o congelamento de quase todos os investimentos da cidade.

A SP Parcerias é uma empresa que está sendo criada a partir do desmembramento da SP Negócios, empresa que o secretário de Desestatização, Wilson Poit, já presidiu enquanto trabalhou na gestão Fernando Haddad (PT) e que também tinha o objetivo de fomentar ações conjuntas entre o município e entes privados.

Embora ainda não tenha apresentado a lista detalhada de projetos, o prefeito já anunciou plano de tocar 55 privatizações - ou concessões ou Parceiras Público-Privadas - até o fim do seu mandado. Chegou a viajar para o Oriente Médio no mês passado com 10 propostas na maleta, em busca de fundos de investimento árabes. A ideia do prefeito é reduzir gastos de custeio da máquina pública com as privatizações e conseguir novas receitas para liberar os investimentos congelados.

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