Falso agente de modelos que exigia 'teste do sofá' é preso no interior

José Maria Tomazela

Em Sorocaba

Policiais civis prenderam um universitário de 24 anos, morador de Sorocaba, no interior de São Paulo, que se passava por agente de modelos e exigia favores sexuais das candidatas interessadas em ganhar até R$ 15 mil por mês. O falso agente usava redes sociais para angariar interessadas e condicionava a assinatura do contrato ao "teste do sofá".

Uma candidata marcou um encontro com o suspeito e chamou a polícia. Ele foi preso em flagrante por tentativa de estupro mediante fraude, mas vai responder em liberdade pelo crime.

A prisão aconteceu na noite de sexta-feira, 3, em Salto de Pirapora, também no interior de São Paulo, mas o caso só foi divulgado nesta segunda-feira, 6.

A jovem que procurou a polícia já havia trabalhado como modelo e respondeu a uma proposta do suposto agente na rede social. Depois de falar sobre a possibilidade de ganhos "de R$ 2 mil a R$ 15 mil", o rapaz disse que representava uma grande agência da capital e começou a assediá-la. Ele quis saber se ela era ambiciosa e se estava disposta a tudo para conseguir um contrato.

"Buscamos meninas gananciosas e ambiciosas que façam qualquer coisa para garantir a vaga", postou.

À polícia, a jovem disse que percebeu que era golpe, pois a agência citada por ele não tinha agentes na região, mas decidiu manter o diálogo com o propósito de entregar o aliciador à polícia. Ele propôs um teste em que ela teria de ser fotografada em roupas íntimas.

"Me envia fotos do seu corpo", pediu. Em seguida se referiu ao teste do sofá e foi direto ao ponto. "Existe algo que eu não possa fazer no teste? Eu posso tudo? Eu realmente quero dar a vaga pra você...", escreveu.

"Modelo não é prostituta... ao meu ver. Pelo menos sempre fiz propagandas e nunca precisei disso", reagiu a jovem.

Ele deu sequência ao diálogo dizendo que ela estava sendo radical. "A questão é a vaga e o dinheiro. As vagas são para TV e o famoso teste do sofá existe... infelizmente."

O rapaz, que não teve o nome divulgado, foi preso no local em que havia marcado encontro com a jovem, em uma praça de Salto de Pirapora. Ele faz faculdade em Sorocaba e trabalha com informática, mas negou o assédio à polícia, alegando que havia combinado uma brincadeira com amigos.

Depois de passar a noite na cadeia, o estudante foi posto em liberdade durante a audiência de custódia, realizada no Fórum de Sorocaba. A Polícia Civil investiga se ele fez outras vítimas.

A jovem disse que o rapaz foi extremamente vulgar e só manteve a conversa pela rede social e por um aplicativo para entregá-lo à polícia.

"Espero que nenhuma outra mulher tenha que passar por isso", disse.

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