Após cesárea de emergência, bebê esperou um mês por vaga

Fabiana Cambricoli

São Paulo

A copeira Rosiane Merlone, de 31 anos, passou pela angústia de uma cesárea de emergência, duas hemorragias e ainda ver a filha entubada logo após nascer. Como se não bastasse isso, ainda teve de ouvir dos médicos para "não cruzar os braços" na tentativa de buscar leito especializado para a bebê, nascida com um quadro grave de cardiopatia - como se a transferência da pequena Milena dependesse só do esforço dos pais.

"Os médicos diziam que o caso dela era muito grave e que era para a gente correr atrás de uma transferência com urgência porque eles não estavam conseguindo vaga em nenhum hospital e, a qualquer momento, minha filha podia não responder mais ao tratamento", conta Rosiane, que deu à luz em 9 de outubro, em uma maternidade municipal de São Paulo.

Embora soubesse que sua atuação na busca por leito era limitada, Rosiane tentou tudo para salvar a filha. Procurou a Defensoria e até uma emissora de TV para contar seu drama.

"Mesmo assim demorou mais de um mês para ser transferida", conta a mãe. Após ser transferida, Milena passou por cateterismo e ainda ficou mais três meses internada.

O bebê foi conhecer sua casa só em 17 de fevereiro. "No tempo em hospitais, pegou bactéria, teve AVC (acidente vascular cerebral). Nosso medo era de receber a pior notícia dos médicos. Ainda bem que essa notícia não veio", afirma Rosiane.

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