Engenharias e Saúde online vão ganhar estímulo

Luiz Vassallo e Julia Affonso

Ao permitir que as bibliotecas e laboratórios sejam virtuais, as áreas de Saúde e Engenharia também devem ter mais oferta em EAD. "Há simuladores muito bons, que permitem fazer experiências químicas ou físicas, por exemplo", diz Gouvêa. Ele lembra que até na prática profissional as tecnologia virtuais já estão se sobressaindo, portanto não haveria motivo para exigir certas estruturas físicas. "Se for hoje a um hospital, o exame entra direto no sistema, não tem mais o papel, o físico."

Mas cursos com perfil prático exigem cuidados especiais ao serem oferecidos a distância, como no caso da Educação Física. "Temos uma grande quantidade de aulas práticas, que acontecem nos laboratórios, ginásios e academias dos polos", explica coordenador do curso da Unip, Bergson Peres. "Temos de acompanhar o mercado, responder à demanda que existe, mas da melhor forma possível."

Cursos na área de saúde em EAD ainda são muito recentes, mas o exemplo da Unip mostra que não faltam interessados. "Não esperava tanta procura. Em três semanas, as matrículas pularam de 300 para 3.500", diz sobre o curso, lançado este ano.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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