Violência no Rio

Forças Armadas serão enviadas ao Rio 'de surpresa', diz ministro

Daniel Weterman

São Paulo

  • Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

    Raul Jungmann anunciou mudanças no envio de tropas federais ao Rio de Janeiro

    Raul Jungmann anunciou mudanças no envio de tropas federais ao Rio de Janeiro

Diante da crise de segurança pela qual passa o Rio de Janeiro, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse que as Forças Armadas serão enviadas ao Estado a qualquer momento e "de surpresa". Ele afirmou que as ações realizadas anteriormente - com a antecipação da notícia do envio das tropas publicamente - só "baixavam a febre", mas não resolviam os problemas.

A estratégia do governo para as operações de Garantia da Lei da Ordem (GLO) vão mudar. Antes, o envio das tropas era autorizado por decreto presidencial após pedido do governo do Estado e comunicado publicamente.

A partir de agora, segundo o ministro, militares serão enviados sem comunicação prévia e para ações pontuais.

O decreto continua sendo necessário, pois é exigido por lei, e será feito em publicação extraordinária do Diário Oficial da União.

"Estamos mudando a cultura. As operações serão feitas sobre três pilares: inteligência, integração (com Força Nacional e polícias) e surpresa, surpresa, surpresa", afirmou.

Ele disse que a estratégia é semelhante à adotada pela Polícia Federal (PF) em operações especiais. "Nem o governador vai saber antes. Vai saber na hora. Vamos chamar uma coletiva de imprensa e comunicar no momento ou após a operação", detalhou.

Reprodução/Facebook/eduardo.baptista.739
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Prazos para ações vai mudar

O prazo para vigência do decreto também pode ser diferente.

"Eu, particularmente, prefiro que esteja valendo até o fim do governo e que nesse período realizamos ações pontuais", disse.

Jungmann também relatou que o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), pede, constantemente, o envio das Forças Armadas ao Estado. "Ele já pediu, sempre pede."

Para o ministro da Defesa, as ações realizadas anteriormente não cumpriram o objetivo plenamente.

"Só estava baixando a febre. Os militares ficavam nas ruas, dava uma sensação de segurança e depois o problema voltava." Com o novo modelo, será possível se precaver de vazamentos e frustrações nas operações, ressaltou.

Em reunião na quinta-feira (20) entre o presidente Michel Temer, Pezão e ministros, foi comunicada a criação de um Estado-Maior de Comando no Rio, que há dois dias foi formulado para integrar as operações do Exército, Marinha e Aeronáutica. "Isso já mostra que vamos enviar (as tropas)", declarou Jungmann.

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