Durante posse, Temer sugere otimismo de ministro da Cultura a Dyogo e Meirelles

Carla Araújo e Tania Monteiro

Brasília

O presidente Michel Temer usou sua fala durante cerimônia de posse do novo ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, para reiterar que o governo está disposto a passar pelas crises. Em um momento de corte de gastos e aumento de impostos, Temer protagonizou um raro momento de descontração ao dizer que Leitão tinha direito a pleitear recursos e pediu que levasse o pedido aos ministros da Fazenda e do Planejamento.

"Sergio trará ao governo brasileiro a energia que não nos falta. Muitas e muitas vezes, as pessoas acham que vamos ficam combalidos, constrangidos, perturbados, com dificuldades, mas, ao contrario, esses desafios nos vitalizam", afirmou.

Temer exaltou o discurso otimista do novo ministro e disse que sua fala é uma demonstração de que é possível reverter a crise. "A prova mais clara dessa vitalização se revelou no discurso do Sergio Sá Leitão, que muitas coisas muito adequadamente reivindicou", afirmou, completando que os ministros deveriam receber a sua fala. "Precisa mandar esse discurso para Dyogo (Oliveira, ministro do Planejamento) e para o (ministro da Fazenda, Henrique) Meirelles.

Carnaval

Logo no início de sua fala, Temer citou a reunião que ambos tiveram antes da cerimônia com representantes das escolas de samba do Rio de Janeiro e pediu que se busque uma forma de auxilio às agremiações. "A Cultura é um fenômeno universal e o Carnaval faz parte da cultura e do turismo", disse. "Ainda pouco recebi presidentes das escolas de samba e você estará com eles às 15 horas. Vou pedir uma coisa: ajude-os", completou.

As escolas precisam de recursos para tentar garantir a realização do Carnaval do ano que vem. A Prefeitura do Rio reduziu em 50% o repasse das escolas para o desfile de 2018. Ao todo foram cortados R$ 6,5 milhões, o que resulta em R$ 500 mil a menos para cada escola.

Temer lembrou a trajetória cultural do novo ministro, que já presidiu a Ancine e trabalhou na gestão do ex-ministro Gilberto Gil, e disse que é um nome "de cultura e da cultura". "Sergio é o homem da cultura e tem significativa experiência em gestão publica", afirmou, destacando que seu governo está trazendo para a pasta com a chegada do novo ministro "dinamismo e competência".

Dificuldades

"Nós temos dificuldades? Claro que temos, mas isso é algo histórico. E há a capacidade extraordinária de otimismo do povo brasileiro e a absoluta crença de que começamos a respirar. Respirar uma nova economia e novos costumes em nosso País", disse.

O cargo estava vago desde 18 de maio, quando o deputado Roberto Freire (PPS-SP) deixou o posto após a divulgação da delação do Grupo J&F, que atingiu Temer. Com a imagem fragilizada pela denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República, Temer abriu mão de uma indicação política e decidiu agradar ao setor artístico com a nomeação do jornalista.

No palco, ao lado de Temer e Leitão, estavam apenas o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o ex-presidente José Sarney, que criou o ministério da Cultura durante seu governo.

Outros ministros, como Moreira Franco (Secretaria-Geral), Mendonça Filho (Educação) e Osmar Terra (Desenvolvimento Social), ficaram na plateia. Entre nomes do meio artístico, estavam presentes o cineasta Cacá Diegues e alguns representantes de escolas de samba, que antes estiveram reunidos com o presidente Michel Temer.

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