No 4º dia no Rio, militares patrulham vias, mas deixam zona sul e centro

Mariana Durão

Rio de Janeiro

  • FÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO

    31.jul.2017 - Militares patrulham vias no 4º dia a Operação "O Rio Quer Segurança e Paz"

    31.jul.2017 - Militares patrulham vias no 4º dia a Operação "O Rio Quer Segurança e Paz"

No quarto dia da Operação o Rio Quer Segurança e Paz, as Forças Armadas seguem presentes em alguns pontos do Estado, como o Arco Metropolitano. No centro e na zona sul do Rio de Janeiro, onde no fim de semana havia muitos militares, em especial na orla, não houve patrulhamento ostensivo nesta segunda-feira, 31. O mesmo ocorreu em vias importantes de acesso ao Rio, como as Linhas Vermelha e Amarela.

Pela manhã militares, faziam blitze nos dois sentidos do Arco Metropolitano, na altura do município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Eles paravam em torno de quatro carros a cada dez minutos e chegaram a interceptar três homens que portavam 200 gramas de maconha. As tropas também reforçavam a segurança em locais como a Avenida Brasil, a Ponte Rio-Niterói e a zona portuária da cidade.

A Operação O Rio Quer Segurança e Paz começou na sexta-feira, 28, com a mobilização de 8,5 mil militares em ações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

Desde então, militares fizeram patrulhamento a pé e blitze nas principais vias de acesso da capital na região metropolitana.

Nas ruas

A redução da presença dos militares nas ruas já era prevista na segunda etapa da operação. No sábado, 29, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse que ela já estava sendo preparada e que consistiria em ações de inteligência contra o crime organizado, principalmente o tráfico de drogas e armas, além de ter menos homens nas ruas.

"Nossa lógica não é a da ostensividade, mas de golpear o crime organizado", disse Jungmann.

O porta-voz do Comando Militar do Leste, coronel Itamar, disse nesta segunda-feira, em entrevista ao telejornal RJTV, da Rede Globo, que após três dias de operações os objetivos de reconhecimento, adaptação das tropas e levantamento de dados foram atingidos.

Segundo ele, à medida em que isso ocorre é natural que haja uma presença menor das tropas nas ruas. "Hoje não há necessidade de todo o efetivo (de 8,5 mil homens) nas ruas", disse o coronel.

Ele não descartou uma volta surpresa dos militares a qualquer momento. O foco no momento será trabalhar os dados obtidos para planejar com eficiência as ações futuras.

No início da manhã desta segunda-feira, o ministro Jungmann recebeu uma atualização da operação no Comando Militar do Leste. Em seguida se reuniu com o procurador-geral da Justiça, Eduardo Gussem, na sede do Ministério Público do Rio. Há ainda uma reunião marcada com o prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB).

Neste domingo, 30, o presidente Michel Temer (PMDB) veio ao Rio e fez um sobrevoo de helicóptero sobre os pontos com atuação militar. Em rápida declaração à imprensa após reunião de avaliação com autoridades estaduais, federais e militares, ele comemorou os primeiros resultados.

"A primeira conclusão que se tem é que já diminuiu nesses dois ou três dias enormemente os índices de criminalidade, especialmente o roubo de cargas", disse Temer.

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