Parques da zona norte de SP permanecem fechados por causa da febre amarela

Renata Okumura

São Paulo

Nos arredores do Horto Florestal, na zona norte da cidade, a movimentação de moradores era tranquila na manhã desta terça-feira, 31. Apenas algumas pessoas estavam no ponto de ônibus localizado em frente ao parque. Pelo menos duas pessoas se exercitavam pelas calçadas do Horto Florestal que permanece fechado para visita por tempo indeterminado, em razão do risco de febre amarela.

A vendedora Sueli Amaral aguardava o ônibus para ir trabalhar. Como mora na região, assim que soube da morte de um macaco infectado por febre amarela, procurou tomar a vacina e imunizar os filhos. "Eu e meus filhos frequentamos o parque. Ficamos com medo. Na mesma semana, a gente se vacinou. Somente meu marido já estava imunizado", relatou a vendedora.

No dia 20 de outubro, a Secretaria de Estado da Saúde confirmou que um macaco foi encontrado morto no Horto Florestal, na zona norte, infectado pela febre amarela. No dia 27, outros dois saguis encontrados mortos no Parque Anhanguera, na mesma região, também estavam com febre amarela.

O aposentado André Ferreira também frequenta o Horto Florestal. "Eu já me vacinei, mas dá receio por causa de muitas pessoas que conheço e ainda não se vacinaram. O parque sempre está lotado", destacou o morador.

Segundo a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, os parques Horto Florestal e Cantareira permanecem fechados por tempo indeterminado.

No dia 25 de outubro, a Prefeitura de São Paulo anunciou que mais dez parques municipais tinham sido fechados por medidas preventivas contra a febre amarela, subindo para 15 o número total de áreas verdes fechadas na região.

Entre os municipais estão: Parque Anhanguera, Parque Sena, Parque São Domingos, Parque Cidade de Toronto, Parque Canivete, Parque Córrego do Bispo, Parque Pinheiro d’água, Parque Jacintho Alberto, Parque Jardim Felicidade, Parque Tenente Brigadeiro Faria Lima, Parque Lions Tucuruvi, Parque Senhor do Vale e Parque Rodrigo de Gáspari.

A pasta informou ainda que a medida foi tomada porque na área pode ter a presença do mosquito transmissor da doença.

Vacina

Com o avanço do vírus silvestre para regiões em que a vacinação contra a doença não era obrigatória, a Secretaria de Estado da Saúde quer oferecer a imunização a toda a população paulista até 2019. Desde abril do ano passado, a pasta tem reforçado o procedimento nas áreas de risco e realizado a proteção em municípios com casos de macacos mortos e nas regiões vizinhas.

Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, 371.130 pessoas foram vacinadas somente na zona norte, desde o dia 20 de outubro. Atualmente, 37 UBSs realizam a vacinação de moradores da região.

Até o próximo mês, a campanha será ampliada para todas as 91 Unidades Básicas de Saúde da zona norte. A meta é imunizar 2,4 milhões de pessoas, ou seja, quase toda a população da região, para evitar um surto da doença.

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