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Núcleo anticorrupção pede critérios éticos na composição de Tribunais de Contas

Julia Affonso e Luiz Vassallo

São Paulo

24/11/2017 13h22

A Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla), que reúne mais de 70 órgãos públicos e entidades privadas, defendeu a "necessidade de aperfeiçoamento dos processos de escolha dos ministros e conselheiros dos Tribunais de Contas brasileiros". O Enccla pede adoção de "critérios técnicos, éticos e transparentes" nas indicações para as Cortes de contas - algumas integradas por membros sob permanente suspeita de ligação com propinas graúdas.

Os Tribunais de Contas de Mato Grosso e do Rio, por exemplo, praticamente sofreram uma intervenção judicial, com afastamento liminar de quase todos os seus conselheiros.

Em São Paulo, o conselheiro Robson Marinho está afastado desde agosto de 2014, por determinação judicial. Ex-chefe da Casa Civil do Governo Mário Covas (PSDB), ele está sob suspeita de receber propinas da multinacional francesa Alstom. Marinho nega.

Nesta quinta-feira, 23, reunida em Campina Grande (PB), em sua XV Plenária, a Enccla aprovou 11 ações de combate à corrupção e à lavagem de dinheiro e também duas Declarações, uma delas sobre reforma dos Tribunais de Contas.

O documento considera "os recentes afastamentos de membros de Tribunais de Contas por supostos envolvimentos em graves atos ilícitos" e "a importância constitucional do controle das contas públicas atribuída ao sistema de Cortes de Contas".