Cenário sem Lula ainda é questão jurídica, não depende de nós, diz Alckmin

Marcelo Osakabe e Mariana Hollanda

São Paulo

O governador Geraldo Alckmin minimizou os dados da pesquisa Datafolha divulgados na madrugada desta quarta-feira, 31, afirmando que o quadro deve se definir somente no final do semestre, próximo das convenções partidárias e do horário eleitoral. Segundo o presidenciável tucano, esta será uma "corrida de resistência" e a tarefa será chegar ao segundo turno.

"Sem o Lula, a pesquisa mostra o (deputado Jair) Bolsonaro em primeiro e o segundo lugar embolado, disse o governador ao deixar a sede da Secovi-SP, onde participou da cerimônia de recondução do presidente da entidade, Flavio Amary.

Segundo o Datafolha, Alckmin está estagnado entre 6% e 11% das intenções de voto. Já o líder petista continua liderando todos os cinco cenários em que é incluído, com os mesmos 34% a 37% da preferência do eleitorado. O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) ficou em segundo, com 15% a 18% das intenções de voto - no mês passado, o parlamentar tinha entre 17% e 18%.

Alckmin também minimizou o fato de Lula não ter perdido votos mesmo após a condenação em segunda instância pelo Tribunal Federal da 4ª Região (TRF-4), na semana passada. "Ainda reflete o fato de ele ser o mais conhecido, pesquisa é muito recall", disse, acrescentando que ainda não descartou a presença do ex-presidente no pleito porque essa é uma decisão da Justiça. "O candidato que o PT escolher nos vamos enfrentar", emendou.

O governador também comentou o índice de rejeição ao seu nome, de 26%, conforme apontou a pesquisa. Para ele, "até que não é alto" e a tendência é diminuir à medida que o processo eleitoral avança.

Huck

Após aparecer empatado com Luciano Huck na pesquisa, Alckmin reconheceu que uma eventual candidatura do apresentador de televisão é forte, "não há dúvida", e disse que ele tem "espírito público e vocação".

No DataFolha, os dois tiveram 6% das intenções de voto em um cenário com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na ausência do petista nas urnas, os dois sobem de 6% para 8%.

Em evento na Secovi, Alckmin disse que gosta muito do apresentador e que sempre tem estimulado novas candidaturas. Questionado se avalia uma eventual candidatura Huck como forte, o governador disse que não há dúvida disso, porque "ele tem presença nacional".

O apresentador negou suas pretensões eleitorais publicamente em novembro do ano passado, mas um cenário sem a presença do ex-presidente Lula poderia beneficiar seu desempenho nas urnas.

"Ele (Huck) tem realmente espírito (público), vocação, pode servir como candidato e pode servir como não sendo candidato", disse Alckmin. "Se ele vai ser candidato ou não, cabe a ele avaliar".

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