Manuela diz que suspendeu atividades como pré-candidata por liberdade de Lula

Daniel Weterman, enviado especial

Curitiba

  • Marlene Bergamo/FolhaPress

A pré-candidata do PCdoB à Presidência Manuela D'Ávila afirmou nesta segunda-feira, 9, que suspendeu todas as atividades de sua pré-campanha para defender a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em frente ao prédio onde Lula está preso, na capital paranaense, Manuela disse que não há como debater propostas de campanha que fujam da discussão sobre a situação do ex-presidente. "Qualquer debate sobre eleição que não passe pela prisão de Lula é equivocado", disse Manuela. "Lula é um preso político, temos que dar nome para o que está acontecendo."

Ela afirmou que não considera a possibilidade de Lula não ser candidato e que dividirá as agendas de mobilização com Guilherme Boulos, pré-candidato ao Planalto pelo PSOL. "É nossa obrigação. Só vamos conversar sobre qualquer bobagem que nos diferencie após o Lula Livre."

Manuela disse que essa mobilização garante que a esquerda estará junto no segundo turno das eleições. Ela também falou que uma rede de denúncia internacional contra a prisão de Lula será organizada. Na sua opinião, a detenção do petista é o episódio mais grave após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Em fala aos militantes e com a caixa de som voltada para o prédio da Polícia Federal onde Lula cumpre sua pena, Manuela declarou que não vai se calar enquanto ele estiver preso. "Sabemos que aí dentro sua cabeça segue erguida e seus algozes serão esquecidos", disse, após também criticar o juiz Sérgio Moro, sem citar diretamente seu nome. "Ele é vaidoso mas não abre mão de seu auxílio-moradia."

Antes de Manuela falar para militantes pró-Lula, parlamentares petistas insistiram na pré-candidatura do ex-presidente. "Vamos libertar o Lula e derrotar os golpistas", declarou o deputado Patrus Ananias (PT-MG). O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) e o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) afirmaram que o grupo permanecerá no local até Lula sair da prisão.

De acordo com o deputado Zé Geraldo (PT-PA), um acampamento em apoio ao ex-presidente será montado também em Brasília. O partido pressiona o Supremo Tribunal Federal (STF) para reverter o julgamento que autorizou a prisão de condenados em segunda instância. A expectativa é que o tema volte à pauta na quarta-feira, 11.

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