Presidente do PSL acaba com impasse em SP e mantém Olimpio no comando

Pedro Venceslau e Gilberto Amendola

São Paulo

  • FELIPE RAU/ESTADÃO CONTEÚDO

    Major Olímpio (à dir.) apoiou Márcio França no segundo turno em São Paulo

    Major Olímpio (à dir.) apoiou Márcio França no segundo turno em São Paulo

A disputa entre setores do PSL em São Paulo pelo controle da legenda levou o presidente nacional do PSL, deputado federal eleito Luciano Bivar (PE), a tomar uma decisão monocrática e renovar o mandato da atual direção por 180 dias.

O senador eleito Major Olímpio continuará na presidência da sigla ao lado dos 10 atuais integrantes da executiva, que ganhou mais dois lugares com a inclusão de Junior  Bozella, deputado federal eleito, e Tenente Nascimento, deputado estadual eleito. Segundo Olímpio, o diretório ainda tem estrutura provisória e a convenção do partido para criar uma direção definitiva.

O deputado federal eleito Eduardo Bolsonaro permanece como vice-presidente. Apesar do sucesso nas urnas, com a eleição de 15 deputados estaduais e formar a maior bancada na próxima legislatura da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), o clima entre os membros do PSL no estado não é dos melhores.

A disputa pelo controle da sigla no Estado colocou nomes importantes da legenda, como a deputada federal eleita Joice Hasselmann (1.078.666 votos) e Olímpio (9.039.717 votos), em campos opostos. Após saber da informação, Joice desejou sorte: "Espero que o presidente consiga ouvir as vozes descontentes dentro do partido e assim promova a união e pacificação interna. Temos um longo caminho pela frente para dar sustentação ao governo Bolsonaro", disse Joice à reportagem.

Embora negue um racha interno, Joice confirma que teria sido procurada por um grupo descontente com a liderança de Olímpio - e o apoio do senador à candidatura de Márcio França (PSB) no segundo turno da eleição para o governo de São Paulo. Joice apoiou João Doria (PSDB), vitorioso na eleição. Desse grupo, teria nascido uma lista de possíveis substitutos e futuros presidentes do PSL em São Paulo.

Na lista, estariam o nome da própria Joice e o do irmão do presidente eleito, Renato Bolsonaro - exonerado da Assembleia Legislativa de São Paulo em 2016.

O deputado Junior Bozzella também era um dos nomes cotados para assumir a presidência do PSL no estado. Bozzella ascendeu como possível liderança por sua proximidade com Bivar e pela experiência de ter organizado o PSL em São Vicente - e seria a escolha para apaziguar os ânimos entre Joice e Olímpio.

"Não vejo porque trocar o Major Olímpio, que tem trabalhado pelo partido e para fortalecê-lo no estado. Política não é feita de vaidade ou de ego", disse o deputado. No início da semana, a informação de uma dissidência interna fez com que Olímpio reagisse e dissesse que "a maioria dessas pessoas que reclamam da minha liderança no PSL não sabe sequer onde fica a sede do partido".

Ele também afirmou que Luciano Bivar, presidente nacional da sigla, poderia tirá-lo a hora que quisesse da presidência estadual - e que isso o desobrigaria das funções de organizar o partido localmente.

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