Abrafrigo: exportação de carne bovina cresce 14,7% em faturamento em novembro

São Paulo, 8 - A exportação total de carne bovina alcançou 256.073 toneladas em novembro, maior volume mensal deste ano, por enquanto, o que corresponde a um aumento de 47,4% em comparação com igual mês de 2022 (173.751 t). Os números são da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que compilou os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

A receita cambial no mês passado foi estimada em US$ 1,001 bilhão, alta de 14,7% em comparação com US$ 872,4 milhões em igual mês do ano passado. Os preços médios foram de US$ 3.910 a tonelada ante US$ 5.021 no ano passado.

No acumulado do ano, receita total alcança US$ 9,754 bilhões, queda de 20,3% ante igual período de 2022 (US$ 12,239 bilhões). Já o volume de carne bovina embarcado no período foi de 2.253.152 toneladas, aumento de 4,4% em relação ao ano passado (2.158.555 toneladas).

Ou seja, "um crescimento de apenas 4% no volume não acompanhou os 20% de queda na arrecadação de divisas", disse a Abrafrigo em comunicado. Ainda no acumulado do ano, os preços médios por tonelada de 2022 foram de US$ 5.670 enquanto em 2023 caíram para US$ 4.329.

A China continua a ser o principal cliente do Brasil na exportação de carne bovina, mas comprou 7,5% a menos do que em 2022 até novembro, pagando preços que caíram de US$ 6.510 por tonelada no ano passado para US$ 4.790 em 2023, com redução de 26,4% na receita acumulada até agora. Em 2022, a China comprou no acumulado 1.149.182 toneladas, com receita de US$ 7,482 bilhões. Em 2023, as importações até agora foram de 1.091.532 toneladas com receita de US$ 5,230 bilhões. A participação chinesa no total exportado caiu de 53,2% no ano passado para 48,4% neste ano.

Os Estados Unidos se consolidaram como o segundo maior cliente do País neste ano. Em 2022 importaram 173.089 toneladas proporcionando receita de US$ 903,9 milhões. Em 2023 a movimentação cresceu 68,2% para 291.060 toneladas. Os preços, no entanto, não acompanharam o volume. Em 2022, os preços médios de janeiro a novembro foram de US$ 5.220 e em 2023 caíram para US$ 3.250, com receita de US$ 944,6 milhões. A participação norte-americana no total das exportações brasileiras subiu de 8% em 2022 para 12,9% em 2023.

O Chile também ampliou suas importações e ficou com o terceiro lugar entre os 20 maiores clientes. Em 2022 movimentou 71.854 toneladas proporcionando receita de US$ 360 milhões e em 2023 elevou suas aquisições para 92.334 toneladas (+ 28,5%), com receita de US$ 448,6 milhões.

Na quarta posição está Hong Kong que em 2022 comprou 88.535 toneladas com receita de US$ 308,9 milhões e em 2023 foi a 106.299 toneladas (+20%) com receita de US$ 327 milhões.

Os Emirados Árabes subiram para a quinta posição elevando suas compras de 56.629 toneladas em 2022, com receita de US$ 257,4 milhões para 63.938 toneladas (+12,9%), com receita de US$ 280,1 milhões. No total, 72 países aumentaram suas importações enquanto outros 99 reduziram suas compras, informou a Abrafrigo.

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