Projeto que prevê vacina de herpes-zoster no SUS está parado há um ano na Câmara

Um projeto que inclui a vacina contra a doença herpes-zoster no calendário nacional de imunização do Sistema Único de Saúde (SUS) tramita na Câmara dos Deputados desde setembro do ano passado.

Atualmente, a vacina só é oferecida pelo sistema privado. Segundo sites de laboratórios e clínicas que oferecem o imunizante em São Paulo, o custo das duas doses pode chegar a R$ 1,7 mil.

No último dia 6, o projeto de autoria do ex-deputado Ney Leprevost (União-PR) foi retirado da pauta da reunião da Comissão de Saúde a pedido do deputado Jorge Solla (PT-BA).

Isso foi apenas um dia antes da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) ser internada no hospital DF Star, em Brasília, após uma paralisia facial, em decorrência de uma infecção no ouvido causada pelo vírus varicela-zóster, que causa a doença. A previsão é que a parlamentar tenha alta nesta sexta-feira, 8, conforme informou sua assessoria.

O vírus é o mesmo da catapora e, por isso, se manifesta no corpo com pequenas bolhas que coçam e ardem, também conhecidas popularmente por "cobreiro". As lesões aparecem geralmente no tronco, mas também podem surgir nos braços e nas pernas ou, mais raramente, nos ouvidos. As dores costumam ser locais, porém muito intensas.

Se aprovado, o projeto, ao incluir a vacina no calendário nacional do SUS, também permitirá que o acesso a ela seja gratuito para as pessoas que cumprirem os requisitos a serem regulamentados.

Atualmente, ela é recomendada para pessoas de mais de 50 anos, ou adultos a partir de 18 que estejam no grupo de risco para contraírem a doença, como as imunossuprimidas.

O projeto deve ainda passar pelas Comissões de Seguridade Social e Família; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovada nas comissões, a proposta segue para o Senado Federal, sem antes precisar passar por votação do plenário.

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