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Mesmo com morte de refém, França mantém ataques ao EI

25/09/2014 10h13

PARIS e NOVA YORK, 25 SET (ANSA) - Apesar da morte do refém francês Hervé Gourdel, anunciada ontem pelo grupo terrorista argelino Jund al-Khilafa - ligado ao Estado Islâmico (EI, ex-Isis), a França confirmou que está realizando ataques aéreos no Iraque nesta quinta-feira (25). "Nesta manhã, foram realizados novos ataques franceses no Iraque", informou o porta-voz do governo e ministro da Agricultura, Stephane Le Foll. Ontem (25), em Nova York, o presidente do país, François Hollande, afirmou que continuaria a luta contra o Estado Islâmico com "determinação total e essa agressão não fará nada além do que reforçar nossa luta contra o terrorismo". O ministro da Defesa francês, Jean-Yves Le Drian, reafirmou em entrevista à uma rádio francesa que "estamos no Iraque por pedido das autoridade iraquianas e o objetivo é reconquistar seu território e fazer com que o Iraque reencontre sua integridade".   

Apesar da postura de continuidade, o governo destacou que reforçou "as medidas de prevenção contra o risco de ataques terroristas em lugares públicos e nos transportes". Por conta da morte de Gourdel, o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, telefonou para Hollande para exprimir sua solidariedade e proximidade ao governo francês. Ainda ontem, os 15 países-membros do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) "condenaram fortemente o assassinato covarde e brutal" do cidadão francês.   

O presidente do Conselho Francês de Culto Muçulmano, convocou hoje "os movimentos muçulmanos de França e seus amigos" para uma manifestação em Paris contra o Estado Islâmico.   

Mortes em ataques Ao menos 14 jihadistas do EI e cinco civis foram mortos nos ataques internacionais na Síria, informou o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (Ondus). As mortes dos milicianos ocorreram em Deir Ezzor, enquanto os civis morreram na região de Hassaka.   

A coalizão, que segundo os Estados Unidos possui 40 países, poderá contar ainda com a adesão da Grécia e do Chipre. Já a Eslovênia foi colocada na lista sem nem saber que estava e anunciou que não tem condições financeiras de apoiar os ataques.   

Cristãos em luta Mil cristãos se voluntariaram para formar a primeira formação militar desse tipo para defender o território de Nínive, no norte do Iraque. A informação foi repassada pelo secretário-geral do partido cristão Bayt al-Nahrain, Romeo Hakkari. Nos últimos dias, as forças da Peshmerga (militares curdos que lutam contra o EI), anunciaram que queriam formar uma unidade especial com cristãos e yazidis. As duas são as minorias mais perseguidas pelos extremistas islâmicos. "Uma série de iniciativas já foi adotada para formar esta força, na qual os membros são escolhidos entre as comunidades cristãs para proteger as suas casas e a cidade de Nínive", dosse Hakkari. Ele também confirmou que essa equipe será liderada pelos Peshmergas na região do Curdistão.   

Mais uma igreja destruída O EI "destruiu completamente" a 'Igreja Verde' de Tikrit, no Iraque, informou a agência de notícias Mena. O monumento tinha mais de sete séculos de construção e era uma das mais antigas obras cristãs do Oriente Médio. Além dela, destruíram também a sinagoga Fort Shrine. Segundo a crença dos muçulmanos, o local abrigava os restos mortais de 40 companheiros de Maomé e foi construída em 638 d.C.   

Os extremistas destroem todos os templos que não seguem sua visão religiosa. Em julho, eles destruíram a Mesquita de Jonas, que era reverenciada tanto por muçulmanos como por cristãos, e tinha mais de 700 anos de história. (ANSA)
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