Eslovênia põe arame farpado na fronteira com a Croácia

LJUBLJANA, 11 NOV (ANSA) - O Exército da Eslovênia começou nesta quarta-feira (11) a montar uma barreira de arame farpado na fronteira com a Croácia para controlar a entrada de solicitantes de refúgio no país.   

Na última terça (10), o primeiro-ministro Miro Cerar havia dito que a medida deve ajudar a melhorar a gestão do afluxo de pessoas na divisa entre as duas nações, já que elas serão direcionadas para determinados pontos da fronteira. Assim, Ljubljana pretende impedir a passagem em áreas de floresta, por exemplo, onde não é possível controlar a chegada de imigrantes.   

A construção da barreira foi decidida com base na previsão de que a Eslovênia pode receber entre 20 mil e 30 mil solicitantes de refúgio nos próximos dias, deixando em alerta máximo também a região vizinha de Friuli-Veneza Giulia, na Itália. Já o governo croata limitou-se a dizer que "saberá proteger os interesses nacionais".   

Segundo a agência de notícias eslovena "STA", Ljubljana quer instalar cerca de 80 quilômetros de arame farpado na fronteira com a Croácia, que, no entanto, continuará aberta. Desde meados de outubro, aproximadamente 180 mil pessoas, grande parte delas fugindo da Síria ou do Afeganistão, passaram pelo país durante sua trajetória rumo ao norte da União Europeia.   

A chamada "rota balcânica" começa ainda na Turquia e cruza Grécia, Macedônia e Sérvia. De lá, os solicitantes de refúgio entravam na Hungria, mas Budapeste construiu um muro na divisa, fazendo com que esses imigrantes passassem a procurar a Croácia, de onde partem para a Eslovênia e, em seguida, para Áustria e Alemanha.   

Já no norte da UE, a Suécia anunciou que introduzirá "controles temporários" de fronteira para lidar com o fluxo de solicitantes de refúgio. A medida, que ficará em vigor até 21 de novembro, é mais um golpe em um dos pilares do bloco, a livre circulação entre seus Estados-membros, estabelecida pelo Tratado de Schengen.   

Entre janeiro e outubro de 2015, os pedidos de refúgio na União Europeia atingiram um número recorde de 1,056 milhão, um quarto deles realizado na Alemanha, segundo o Escritório Europeu de Apoio ao Asilo (Easo). Para efeito de comparação, no mesmo período do ano passado foram apresentadas 662 mil solicitações.   

(ANSA)
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