Refugiados tentam derrubar barreira em fronteira grega

ROMA, 29 FEV (ANSA) - Grupos de imigrantes conseguiram romper uma barreira fincada na fronteira da Grécia para tentar entrar de maneira ilegal na Macedônia, em mais um capítulo de desespero da crise de refugiados que atinge a Europa. De acordo com a imprensa local, que exibiu vídeos das tentativas de invasão, o clima é tenso na região nesta segunda-feira (29).   

Dezenas de imigrantes tentaram romper as barreiras na cidade de Idomeni, usando pedaços de madeira, e a polícia reagiu com gás lacrimogêneo.   

Os imigrantes tentam deixar a Grécia antes que as políticas de entrada e saída do país se apertem a partir de março. O governo grego teme que entre 50 mil e 70 mil pessoas fiquem bloqueadas.   

Por sua vez, a Macedônia iniciou no fim de semana a construção de uma nova barreira na fronteira com a Grécia de cerca de 1,5 metro. As autoridades justificaram a medida dizendo que permitirá regular o fluxo de imigrantes, principalmente durante a noite, e evitar que eles se dispersem pela região. Já em Calais, na França, 55 carros de polícia chegaram nesta manhã para despejar tendas de imigrantes. As autoridades pediram para os estrangeiros deixarem voluntariamente os acampamentos da região sul. Caso contrário, será usada a força para o despejo. Corredor humanitário - Foi ativado nesta segunda-feira (29) um "corredor humanitário" que permite que refugiados da Síria cheguem à Itália para receber assistência. Um grupo de 93 refugiados sírios, dos quais 41 crianças menores de idade, provenientes de campos da Acnur no Líbano, desembarcaram em Roma, em um voo proveniente de Beirute. São 24 famílias originárias das cidades de Homs, Idlib e Hama que, devido às condições de vulnerabilidade, conquistaram um visto humanitário. Os refugiados serão transferidos para outras zona da Itália, que os acolherão com cursos de idiomas e busca de empregos.   

A medida faz parte de um projeto piloto previsto em um acordo assinado em dezembro entre o governo italiano, a Comunidade de Sant'Edigio e a Federação de Igrejas Evangélicas na Itália. Em dois anos, o país espera receber milhares de famílias de refugiados dentro deste modelo de acolhimento. "Os corredores humanitários têm número limitado de refugiados, mas representam uma clara mensagem contra o tráfico de seres humanos. É um exemplo italiano para o mundo seguir", disse o ministro das Relações Exteriores da Itália, Paolo Gentiloni, no Twitter. (ANSA)
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