Hospital britânico pede que Corte reavalie caso de Charlie

ROMA, 7 JUL (ANSA) - O caso do bebê britânico Charlie Gard, de apenas 10 meses, pode sofrer uma reviravolta após o Great Ormond Street Hospital, de Londres, pedir que a Alta Corte de Justiça reavalie a decisão de mandar desligar os aparelhos que mantém a criança viva.   

A mudança ocorreu após uma carta apresentada por sete médicos ao hospital dizendo existir um tratamento experimental que pode curar Charlie e os britânicos informaram à Corte que a nova droga "pode funcionar".   

A carta dos especialistas internacionais foi enviada pelo Hospital Pediátrico Bambino Gesù, que é de propriedade do Vaticano, e tem sua base em Roma. Nela, os cientistas se basearam em uma série de testes de laboratório prar afirmar que há uma esperança para o bebê.   

Como há uma corrida contra o tempo para salvar o menino, os testes preliminares ainda não foram completados, mas mostraram resultados positivos. A tia de Charlie postou uma cópia do protocolo enviado da Itália para a Grã-Bretanha e o documento propõe uma terapia a base de desoxinucleotídeos, moléculas similares aos "tijolos" do DNA.   

De acordo com os primeiros estudos, essas moléculas podem superar a barreira hematoencefálica, que separam os vasos sanguíneos do cérebro, e assim ter impacto na miopatia mitocondrial - que é uma doença considerada incurável até o momento.   

No mesmo dia em que conseguiu a mudança da postura do hospital britânico, a mãe de Charlie, Connie Yates, informou que escreveu uma carta ao papa Francisco pedindo ajuda. O pedido foi feito antes mesmo de Francisco mobilizar suas forças diplomáticas e o hospital católico para tentar salvar o menino.   

O Vaticano tem tentado, desde a última segunda-feira (3) a transferência do menino para o Bambino Gesù e chegou até a cogitar dar a cidadania vaticana ao bebê. No entanto, como a Corte Europeia de Direitos Humanos decidiu que o hospital precisa desligar os aparelhos do bebê, os italianos também seriam obrigados a fazer o mesmo procedimento. (ANSA)
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