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China e Pyongyang confirmam visita de Kim Jong-un a Pequim

28/03/2018 09h16

PEQUIM, 28 MAR (ANSA) - Após rumores da imprensa, os governos da China e da Coreia do Norte confirmaram nesta terça-feira (27) a visita surpresa a Pequim do líder Kim Jong-un, o qual se mostrou disposto a reduzir tensões em torno de seu programa nuclear, além de realizar uma cúpula com os Estados Unidos.   

De acordo com a agência chinesa Xinhua, a visita ocorreu entre o último domingo e esta quarta-feira. Na ocasião, Kim também aproveitou para convidar o presidente chinês Xi Jinping para viajar até a Coreia do Norte. Segundo a "KCNA", o convite foi aceito.   

Esta é a primeira visita do líder norte-coreano para fora do país desde que assumiu o cargo em 2011, no lugar de seu pai, Kim Jong Il.   

Em comunicado, o ministério das Relações Exteriores da China afirmou que, durante o encontro, Kim ressaltou a situação na Península Coreana. "A Coreia do Norte tomou a iniciativa de aliviar as tensões e apresentar propostas para negociações de paz".   

"A questão da desnuclearização da Península Coreana pode ser resolvida se a Coreia do Sul e os Estados Unidos responderem ao nosso esforços com boa vontade e criarem uma atmosfera de paz e estabilidade, tomando medidas progressivas e síncronas para a realização da paz", acrescenta o texto, citando Kim.   

Segundo a nota, Kim teve "conversas exitosas" com o Xi-Jinping sobre "as relações entre os dois partidos e os dois países, nossas respectivas situações internas", além de outros assuntos.   

A agência Xinhua relata que as declarações do líder norte-coreano ocorreram durante um banquete oferecido pelo presidente chinês a ele e à sua mulher, Ri Sol Ju. A visita ocorreu em meio às negociações diplomáticas sobre os encontros que Kim deve ter com os presidentes dos Estados Unidos e da Coreia do Sul.   

A China é a principal aliada dos norte-coreanos. No entanto, as relações haviam esfriado devido ao apoio do governo chinês às sanções da ONU contra Pyongyang. Japão O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, reiterou a prioridade do processo de "desnuclearização" da península coreana, após a reunião entre o líder norte-coreano, Kim Jong-um, e o presidente chinês, Xi Jinping. "Chegamos a uma situação em que, finalmente, o regime de Pyongyang está buscando o diálogo. É importante neste momento que a Coreia do Norte decida irreversivelmente a abandonar seu míssil e seu programa nuclear", disse Abe durante uma sessão parlamentar, indicando que seu executivo está esperando por mais detalhes da reunião da China. A administração de Tóquio sempre manteve uma posição intransigente em relação à Coreia do Norte, com um pedido de aumento constante da pressão por parte da comunidade internacional, diplomática e econômica, com a manutenção de sanções comerciais. O primeiro-ministro japonês visitará Washington no próximo mês para uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em antecipação à cúpula entre as delegações do governo norte-americano e a Coreia do Norte. Reunião com EUA e Seul O encontro entre a Coreia do Norte e a do Sul deve ocorrer no dia 29 de abril na zona desmilitarizada que separa as duas nações. Já entre Coreia do Norte e o Estados Unidos será, possivelmente, em maio. O local ainda não foi definido. (ANSA)
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