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EUA revela que Igreja ocultou 500 padres pedófilos

20/12/2018 16h40

WASHINGTON, 20 DEZ (ANSA) - Um relatório da procuradoria-geral de Illinois revelou nesta quarta-feira (19) que a Igreja Católica do estado norte-americano ocultou os nomes de pelo menos 500 padres acusados de abuso sexual contra menores de idade. O documento preliminar da procuradora, Lisa Madigan, disponibiliza as identidades de 690 sacerdotes envolvidos em denúncias de pedofilia nas seis dioceses do estados. No entanto, apenas 185 nomes foram tornados públicos pelas igrejas.   

Os dados concluíram que o número de padres e membros do clero denunciados é muito maior do que o fornecido pela Igreja e, por isso, as dioceses "não vão resolver a crise do abuso sexual do clero por conta própria". "Ao optar por não investigar completamente as denúncias, a Igreja Católica fracassou em sua obrigação moral de fornecer às vítimas, aos paroquianos e ao público, o número total e preciso de todos os comportamentos sexualmente inapropriados envolvendo padres em Illinois", escreveu Madigan em um comunicado.   

Em resposta, a Arquidiocese de Chicago reagiu apoiando a investigação das denúncias. "Desde 2006 publicamos os nomes dos padres diocesanos, sobre os quais pesam denúncias fundamentadas de abuso, e em 2014 publicamos mais de 20.000 documentos dos arquivos destes sacerdotes", destacou.   

O relatório de Illinois é apenas o mais recente esforço dos promotores públicos para responsabilizar a Igreja Católica pelos crimes de abusos cometidos por religiosos contra menores. Pelo menos 16 procuradores gerais do estado iniciaram investigações desde agosto, depois que um relatório devastador do júri da Pensilvânia denunciou mais de 300 padres de abuso sexual e acusou bispos de acobertar os casos. (ANSA)
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