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Bolsonado decide manter missão na fronteira com Venenzuela

22/02/2019 08h04

SÃO PAULO, 22 FEV (ANSA) - O presidente Jair Bolsonaro decidiu manter a missão que levará ajuda humanitária à Venezuela, apesar do governo de Nicolás Maduro ordenar o fechamento da fronteira entre os dois países.   


A missão levará alimentos e medicamentos aos venezuelanos, que sofrem com uma crise política e com escassez de itens de necessidade básica. O porta-voz da Presidência, Otávio Rego Barros, informou que os produtos ficarão armazenados nas cidades de Boa Vista e de Pacaraima, em Roraima, até que veículos de transporte venezuelanos busquem os suprimentos na região da fronteira. De acordo com o Palácio do Planalto, os itens não são perecíveis. Bolsonaro convocou para a noite de ontem (21) uma reunião de emergência com os ministros Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Santos Cruz (Governo) para decidir o que fazer diante do anúncio do fechamento da fronteira, por ordem de Maduro.   


Os militares da cúpula do governo brasileiro defendiam a suspensão da missão humanitária para evitar uma escalada de tensão com a Venezuela e tentar reconstruir um canal de diálogo com Maduro. Bolsonaro, por sua vez, preferiu manter a missão como forma de fazer Maduro sentir a pressão da população pelo acesso aos alimentos e medicamentos. O governo brasileiro não reconhece mais Maduro como presidente, e sim, o deputado opositor Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente para convocar novas eleições - até agora, a Venezuela segue em um impasse político - . Situação - Nas redes sociais, deputados opositores da Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela relatam um forte esquema militar, organizado pelo governo de Nicolás Maduro, na fronteira com o Brasil. Em um vídeo, postado no Twitter, o deputado Americo De Grazia disse que três generais de Maduro foram enviados para a região com o objetivo de impedir o acesso aos insumos. Maduro anunciou ontem (21) o fechamento da área para impedir a entrada de ajuda humanitária, organizada pelos Estados Unidos e Brasil com colaboração de vários países e entidades internacionais.   


(ANSA)
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