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Israel aprova 1ª moção para dissolver Parlamento

02/12/2020 12h51

TEL AVIV, 2 DEZ (ANSA) - O Parlamento de Israel (Knesset) aprovou a primeira moção de desconfiança contra o governo do premiê Benjamin Netanyahu nesta quarta-feira (02), dando o início formal a uma nova dissolução da Casa e a convocação das novas eleições.   

Por 61 votos a 54, os deputados aliados também foram favoráveis à medida, em mais um capítulo da interminável crise política israelense.   

Entre aqueles que votaram a favor da moção, estão os representantes do partido Branco e Azul, do ministro do Interior, Benny Gantz; do nacionalista Bait Yehudi, de Naftali Bennett; do Yisrael Beiteinu, do ex-ministro Avigdor Lieberman; e do Partido Trabalhista - todos fazem parte do governo. Também foram favoráveis a Lista Árabe Unida e partidos à esquerda que compõe o Knesset.   

Para que a dissolução do Parlamento seja aprovada, a moção agora irá ser analisada por uma Comissão interna e depois passará por três leituras no plenário para ser aprovada de maneira definitiva. Se aprovada, a votação nacional seria realizada em março de 2021 e será a quarta eleição no país em apenas dois anos.   

- A atual crise: A moção de desconfiança ganhou força após os membros do Azul e Branco não concordarem e não aprovarem o orçamento nacional tanto das contas de 2020 como aquele para o ano que vem.   

Segundo Gantz, o atual primeiro-ministro "não está cumprindo promessas" feitas quando ele aceitou fazer um "governo de emergência nacional" por conta da pandemia de Covid-19. "Eu não fui o único enganado pelo premiê, mas toda a população também foi", disse Gantz na noite desta terça-feira (1º) ao anunciar seu apoio ao texto.   

Além disso, uma recente visita secreta de Netanyahu ao príncipe saudita Mohammed bin Salman, que foi negada de maneira oficial, foi revelada pela mídia local, tendo sido realizada sem o conhecimento de Gantz e o ministro das Relações Exteriores, Gabi Ashkenazi, também da sigla Branco e Azul.   

Netanyahu está no poder atualmente porque seu atual ministro de Defesa, líder do partido vencedor das últimas eleições, aceitou fechar um acordo que previa, entre outras coisas, que Gantz fosse o premiê daqui a dois anos. O pacto foi costurado em meio à crise sanitária do coronavírus (Sars-CoV-2) e recebeu a aprovação do Knesset em 17 de maio após 18 meses de incertezas e três eleições gerais. (ANSA).   

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