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Papa exibe bandeira da Ucrânia e critica 'impotência' da ONU

06/04/2022 07h51

VATICANO, 6 ABR (ANSA) - O papa Francisco exibiu uma bandeira da Ucrânia durante sua audiência geral nesta quarta-feira (6), no Vaticano, e criticou a "impotência" da Organização das Nações Unidas (ONU) para resolver o conflito com a Rússia.   

Segundo o próprio pontífice, a bandeira ucraniana foi entregue a ele na última terça (5) e é proveniente de Bucha, cidade recém-libertada nos arredores de Kiev e que foi teatro de possíveis crimes de guerra durante a invasão russa.   

"Essa bandeira vem da guerra, justamente daquela cidade martirizada de Bucha. E aqui também estão algumas crianças ucranianas. Vamos saudá-las e rezar junto com elas", disse o Papa ao fim da audiência geral, fazendo subir no palco um grupo de pequenos refugiados.   

"Essas crianças tiveram de fugir para chegar a uma terra saudável. Esse é um dos frutos da guerra. Não as esqueçamos e não esqueçamos do povo ucraniano", acrescentou, presenteando em seguida os refugiados com ovos de Páscoa.   

Durante a audiência geral, o líder da Igreja Católica também disse que a lógica dominante na geopolítica mundial é a "das estratégias dos Estados mais poderosos para afirmar os próprios interesses, estendendo sua área de influência econômica, ideológica e militar".   

"Na atual guerra na Ucrânia, assistimos à impotência da Organização das Nações Unidas", declarou Jorge Bergoglio, um dia após o próprio presidente Volodymyr Zelensky ter dito que a ONU poderia "se dissolver completamente" se não conseguisse parar a invasão russa.   

"As recentes notícias sobre a guerra na Ucrânia, ao invés de proporcionar alívio e esperança, comprovam novas atrocidades, como o massacre de Bucha. Crueldades cada vez mais horrendas, realizadas também contra civis, mulheres e crianças", disse.   

Situada nos arredores de Kiev, Bucha foi abandonada pelas forças russas no fim da semana passada, e as autoridades ucranianas denunciaram a existência de corpos de civis jogados nas ruas, cadáveres com sinais de tortura e valas comuns com dezenas de mortos. (ANSA).   

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