Itália e Alemanha disputam réplica de escultura de Míron

BERLIM, 6 DEZ (ANSA) - Autoridades da Itália e da Alemanha enfrentaram um mal-estar por uma suposta disputa pelo "Discobolo Lancellotti", réplica romana da escultura grega de Míron, representando um atleta prestes a lançar um disco.   

O ministro da Cultura da Itália, Gennaro Sangiuliano, se reuniu nesta terça-feira (5) com o embaixador alemão em Roma, Hans-Dieter Lucas, no Collegio Romano, para tratar sobre a questão.   

Segundo ele, teria havido uma solicitação de devolução da obra por parte do Staatliche Antikensammlungen, museu em Munique que conservou a peça de mármore do século 18 por um período.   

O motivo teria sido um pedido anterior, pela Itália, da base de mármore que sustentava originalmente a escultura, que diferentemente da estátua, não foi restituída após o fim da Segunda Guerra Mundial.   

"O Discobolo Lancellotti é patrimônio da Nação e propriedade do Estado italiano. Ele é e permanecerá na coleção do Museu Nacional de Roma. O governo de Berlim não está solicitando nenhuma restituição e não reivindica o discóbolo", disse Sangiuliano.   

"Isso foi uma iniciativa do diretor do museu bávaro. Acredito que esse diretor nos deve desculpas", declarou ainda.   

No entanto, nesta quarta-feira (6), o diretor do museu, Florian S. Knauss, definiu a discussão como "uma tempestade em um copo d'água", fruto de um "mal-entendido".   

À ANSA, por telefone, ele lamentou a questão e disse que a obra permanecerá na coleção do "Museu Nacional Romano", garantindo ainda que não houve nenhum pedido de restituição.   

Questionado sobre como poderia ter surgido o mal-entendido, ele afirma não ter entendido. "Talvez porque não tenhamos nos falado o suficiente. Não posso explicar o mal-entendido. Nunca fizemos nenhuma tentativa de reivindicar a estátua", insistiu.   

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(ANSA).   

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