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Cuba divulga primeiras fotos de Fidel Castro em 6 meses

Fidel Castro (à direita) conversa com o estudante Randy Perdomo, em sua casa - Reuters
Fidel Castro (à direita) conversa com o estudante Randy Perdomo, em sua casa Imagem: Reuters

03/02/2015 04h44

Líder revolucionário cubano não aparece em público desde janeiro de 2014

O jornal oficial cubano Granma e outros meios de comunicação oficiais cubanos publicaram 21 novas fotos de Fidel Castro em sua edição na internet. São as primeiras fotos do ex-presidente divulgadas em seis meses.

Fidel, de 88 anos, aparece em sua casa com Randy Perdomo García, líder da associação de estudantes Federación Estudiantil Universitaria, durante uma reunião em 23 de janeiro.

O líder revolucionário cubano não aparece em público desde janeiro de 2014.

As últimas fotos disponíveis de Fidel datavam de agosto do ano passado.

Maduro, Chávez e Ortega

As fotos aparecem após a intensificação, nas últimas semanas, de boatos sobre a doença ou a morte de Fidel.

As imagens são acompanhadas por um artigo de Perdomo García em que descreve sua visita à casa de Fidel.

Perdomo disse que Fidel ligou para ele e o convidou para uma conversa.

O motivo para a visita à casa de Fidel, segundo Perdomo, foi o 70º aniversário da entrada do líder na faculdade, que ocorre no próximo 4 de setembro.

"Nós conversamos com alegria, como dois colegas de classe", diz o estudante.

"Em um momento especial, ele refere-se à Venezuela e fala com grande emoção de Chávez e Maduro", descreve Perdomo.

"Também comenta sobre a Nicarágua e o empenho de Daniel Ortega e sua mulher no desenvolvimento dessa pequena nação."

Nas fotos também aparece a mulher de Fidel, Dalia.

Em algumas imagens, Fidel aparece com uma publicação oficial cubana em que se vê uma foto com os cinco espiões liberados recentemente pelos Estados Unidos.

O retorno dos últimos remanescentes na prisão foi celebrado nas últimas semanas em Cuba.

Na segunda-feira da semana passada, Fidel assinou uma carta em que apoiou indiretamente o diálogo entre Washington e Havana, mas acrescentou que desconfiava dos políticos americanos.

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