Secretário de Estado dos EUA tem encontro histórico com as Farc em Havana

  • Delegação de Paz das Farc/Colprensa/Xinhua

    "Encontro histórico em Havana", escreveu no Twitter o chefe da delegação de negociações das Farc, Iván Márquez. "A paz na Colômbia avança."

    "Encontro histórico em Havana", escreveu no Twitter o chefe da delegação de negociações das Farc, Iván Márquez. "A paz na Colômbia avança."

Secretário de Estado americano reiterou apoio dos EUA às negociações de paz entre a guerrilha e o governo colombiano. Apesar de avanços, assinatura de acordo de paz é adiada

O secretário de Estado americano, John Kerry, teve encontros separados nesta segunda-feira (21) em Havana com negociadores das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e representantes do governo colombiano.

Segundo um comunicado do Departamento de Estados dos EUA, Kerry disse a ambas as partes que o país apoia "firmemente" o processo de paz que é negociado para dar fim a décadas de conflito armado.

A assinatura de um acordo de paz programada para quarta-feira foi adiada devido a divergências. As negociações ocorrem em Cuba desde 2012.

Kerry foi a Havana na comitiva do presidente Barack Obama, que se reuniu nesta segunda com o presidente cubano, Raúl Castro.

"Encontro histórico em Havana", escreveu no Twitter o chefe da delegação de negociações das Farc, Iván Márquez. "A paz na Colômbia avança."

O chefe das negociações de paz do governo da Colômbia, Humberto de la Calle, afirmou que "houve elementos extraordinariamente concretos" e que a ajuda oferecida pelos EUA às pessoas que aceitarem depor armas é um ponto "crítico" nas conversações.

Kerry também reiterou o compromisso dos EUA, em parceria com a Noruega, de desativar minas terrestres espalhadas pelo território da Colômbia.

Em nota, o líder das Farc, Rodrigo Londoño, diz esperar que os EUA reconheçam a guerrilha como uma "força política empenhada na expansão da democracia e do progresso social da Colômbia".

O conflito entre as Farc e o governo colombiano deixou 260 mil mortos, 45 mil desaparecidos e 6,6 milhões de deslocados.

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