Historiador é novo presidente da Islândia

Gudni Jóhannesson, de 48 anos, não tem experiência política e se tornou conhecido dos islandeses como comentarista político na televisão. Cargo é representativo no país.

Um historiador sem experiência na política foi eleito neste sábado (26/06) presidente da Islândia, marcando a primeira troca de chefe de Estado neste pequeno país de 330 mil habitantes em 20 anos.

Gudni Jóhannesson, de 48 anos, tornou-se conhecido dos islandeses por causa de seus comentários políticos na televisão, principalmente durante o escândalo Panama Papers.

Os resultados oficiais parciais dão a ele 39% dos votos, à frente dos demais sete candidatos e com quase dez pontos de vantagem em relação ao segundo. "Os votos não estão todos contados, mas eu penso que ganhamos", afirmou Jóhannesson, que celebra 48 anos neste domingo, em Reikjavik.

Jóhannesson assume em 1º de agosto. Ele sucederá Ólafur Ragnar Grímsson, de 73 anos, que se despede do cargo depois de cinco mandatos e 20 anos. Na Islândia, o cargo de presidente é representativo.

Durante a campanha, Jóhannesson defendeu uma revisão constitucional para permitir referendos de iniciativa popular e propôs transformar o presidente numa figura ainda mais simbólica.

Os meios políticos do país foram recentemente abalados com o envolvimento do então primeiro-ministro Sigmundur David Gunnlaugsson no escândalo Panama Papers. Ele foi obrigado a renunciar diante da pressão popular. Eleições legislativas estão programadas para o final deste ano.

Jóhannesson, como a maioria dos islandeses, descarta o ingresso do país na União Europeia. Em 2015, o governo de centro-direita da Islândia retirou a candidatura de adesão que havia sido apresentada em 2009 por um governo de esquerda.

Jóhannesson disse à agência de notícias AFP que a primeira coisa que fará após a eleição é ir à França para assistir ao jogo de futebol da Islândia nas oitavas de final da Euro 2016. "A primeira coisa, a mais importante, é ir à França na segunda-feira para ver a Islândia jogar contra a Inglaterra", afirmou.

AS/lusa/ard

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