Jihadista é condenado por destruir mausoléus em Timbuktu

Ahmad al-Faqi al-Mahdi é sentenciado a nove anos de prisão por destruir patrimônio histórico na cidade do Mali. É o primeiro caso do tipo julgado pelo Tribunal Penal Internacional.O Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, condenou nesta terça-feira (27/09) um radical muçulmano a nove anos de prisão por crime de guerra pela destruição de mausoléus históricos na cidade Timbuktu, no norte do Mali. Durante o julgamento, iniciado em agosto deste ano, Ahmad al-Faqi al-Mahdi se declarou culpado e expressou arrependimento por seu papel de supervisionar a destruição de nove mausoléus e a porta centenária da mesquita Sidi Yahia da cidade histórica em 2012. Mahdi era um dos líderes da organização extremista Ansar Dine, ligada à rede terrorista Al Qaeda. O grupo controlava uma parte do norte do Mali em 2012 e impôs uma interpretação rigorosa da lei islâmica. Sob a supervisão e instruções de Mahdi, os extremistas destruíram os mausoléus por os considerarem "totens de idolatria". As estruturas datadas do século 5, que abrigavam túmulos de grandes pensadores, constavam da lista de patrimônios culturais da humanidade da Unesco. Em 2013, os jihadistas foram expulsos da região, após a intervenção de forças militares francesas, que prenderam Mahdi no ano seguinte. O jihadista maliano é o primeiro a ser condenado pelo TPI por destruir monumentos históricos ou religiosos e o primeiro extremista muçulmano declarado culpado desde que o tribunal foi criado, em 2002. Segundo o juiz Raul Pangalangan, a pena máxima de 30 anos de prisão não foi aplicada por uma série de fatores, incluindo a relutância inicial de Mahdi em relação à destruição dos prédios históricos e o que o magistrado chamou de sua aparentemente sincera confissão de culpa. O condenado pediu que muçulmanos em todo o mundo não cometam atos semelhantes, uma vez que "não irão trazer nada de positivo para a humanidade". A reconstrução dos sítios históricos de Timbuktu foi iniciada em março de 2014, utilizando métodos tradicionais empregados por pedreiros da região. Diversos países e organizações, incluindo a Unesco, financiaram os trabalhos. LPF/rtr/ap/afp

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