Trump escolhe assessor avesso à China

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, nomeou nesta quarta-feira (21/12) para a direção do recém-formado Conselho Nacional de Comércio da Casa Branca um economista que defende uma postura rígida do país no comércio bilateral com a China.

Peter Navarro, professor da Universidade da Carolina, escreveu livros bastante populares e produziu um documentário descrevendo a China como uma ameaça aos EUA, denunciando as ambições chinesas de se tornar um poder econômico e militar dominante na Ásia.

Em comunicado, a equipe de transição de Trump afirmou que o economista é um "visionário" que vai "desenvolver políticas que encolham nosso déficit comercial, aumentem o crescimento e ajudem a cessar o êxodo de vagas de trabalho do nosso país".

Durante a campanha, Trump se referiu diversas vezes ao que considera "maus negócios" feitos pelos EUA com outros países, ameaçando o México e a China com um aumento das tarifas comerciais.

Navarro, de 67 anos, atuou como consultor de Trump durante a campanha. Entre os livros de sua autoria está Death by China: How America lost its manufacturing base ("Morte pela China: Como a América perdeu sua base de produção", em tradução livre), que foi transformado em documentário. No filme, além de afirmar que os EUA estão perdendo a "guerra econômica" com a China, Navarro destaca preocupações com questões ambientais relacionadas à importação de produtos chineses e o "roubo" de propriedade intelectual americana.

A China já demonstrou preocupação com o próximo governo a ocupar a Casa Branca, após algumas declarações controversas de Trump. O presidente eleito chegou a ameaçar rever a chamada "política de uma só China", que Pequim afirmou ser a base das relações sino americanas. 

Após vencer as eleições, Trump aceitou um telefonema de congratulações da presidente taiwanesa, Tsai Ing-wen, gerando protestos de Pequim, que considera Taiwan uma província rebelde.

Navarro sugeriu que Washington dever reforçar seu envolvimento com a província chinesa, inclusive ao dar assistência a um programa de desenvolvimento de submarinos. Pequim já declarou não aceitar tais iniciativas e jamais descartou usar a força para manter o controle em seu território.

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