Solução de dois Estados é o único caminho, diz Kerry

Secretário de Estado afirma que abstenção dos EUA em reunião do Conselho de Segurança está em linha com valores do país e critica política de assentamentos do governo de Israel, "impulsionada por elementos extremistas$escape.getQuote().O secretário de Estado americano, John Kerry, defendeu nesta quarta-feira (28/12) uma solução de dois Estados como o único caminho para resolver o conflito entre israelenses e palestinos de forma duradoura e também para garantir o futuro de Israel como um Estado democrático e judeu. As declarações foram dadas depois de os Estados Unidos se absterem na reunião do Conselho de Segurança da ONU que, na sexta-feira passada, condenou os assentamentos judaicos na Cisjordânia. Em discurso no Departamento de Estado, em Washington, Kerry explicou a decisão dos EUA de não exercerem seu poder de veto na votação. "Esse voto tinha o objetivo de defender a solução de dois Estados", disse Kerry, acrescentando que posição adotada está "em linha com os nossos valores". A resolução foi aprovada com 14 votos a favor mais a abstenção americana. "A ampliação dos assentamentos não tem nada que ver com a segurança de Israel", afirmou Kerry. Ele reconheceu que os assentamentos não são o principal motivo do conflito, mas afirmou que eles dificultam uma possível solução. "A solução de dois Estados é a única que pode garantir o futuro de Israel e a dignidade dos palestinos", avaliou. Kerry também criticou o governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, o qual classificou como o mais direitista da história do país e com uma "agenda impulsionada pelos elementos mais extremistas". A política daí resultante, afirmou o americano, está levando na direção de um único Estado. O secretário rejeitou as críticas de que a votação abandona Israel. "Se tivéssemos vetado a resolução, os Estados Unidos estariam autorizando ainda mais construções desenfreadas de assentamentos, aos quais nos opomos fundamentalmente", disse Kerry. "Não é esta resolução que isola Israel. É a política permanente de construção de assentamentos que arrisca tornar a paz impossível." Na sexta-feira passada, o Conselho de Segurança da ONU aprovou pela primeira vez desde 1979 uma resolução contra a construção de assentamentos israelenses. A aprovação só foi possível graças à decisão dos Estados Unidos de não exercer seu poder de veto. Todos os outros 14 membros do Conselho votaram a favor do texto, o qual exige a suspensão imediata da atividade de assentamentos israelenses na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental. Israel criticou fortemente a votação. IP/efe/rtr/ap

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