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Muçulmanos são grupo religioso que mais ajuda refugiados na Alemanha

27/03/2017 15h34

Cerca de 44% dos muçulmanos residentes no país prestaram serviço voluntário voltado à assistência de requerentes de asilo em 2016, aponta estudo. Para especialista, grupo pode ajudar a estabelecer pontes na sociedade.Um estudo divulgado nesta segunda-feira (27/03) revelou que 44% dos muçulmanos que vivem na Alemanha prestaram algum tipo de assistência social a refugiados em 2016. Este foi o grupo religioso que mais se engajou pela causa.Entre os cristãos, 21% prestaram serviço voluntário voltado para o auxílio a refugiados. O estudo, chamado "Engajamento para refugiados: uma questão religiosa?", revela ainda que 17% do grupo que se declarou sem religião prestou alguma assistência a requerentes de asilo.Em 2016, cerca de quinto da população alemã ajudou refugiados, sendo que a maioria o fez regularmente. Os voluntários auxiliaram no aprendizado do alemão, a resolver questões burocráticas e também doaram roupas e móveis, por exemplo.O estudo mostrou ainda que a grande maioria dos muçulmanos fez campanha por uma abertura em relação à religião durante as atividades voluntárias. Segundo o especialista para coesão social Stephan Vopel, da Fundação Bertelsmann, que realizou a pesquisa, os voluntários muçulmanos são importantes para "construir pontes na sociedade".Mais perto, mais ajudaDe acordo com o estudo, quanto mais próximo um indivíduo mora de um abrigo para refugiados maior é sua disposição de ajudar. A pesquisa afirma que esta constatação contradiz o estereótipo de que moradias para requerentes de asilo trazem somente problemas para uma vizinhança.O estudo revelou ainda uma diferença no grau de engajamento entre os alemães que vivem no leste e no oeste do país. Uma em cada cinco pessoas que mora no leste prestou serviço voluntário várias vezes por semana, enquanto, entre a população do oeste esse número foi de um para cada dez.A pesquisa recomendou a continuação das cooperações inter-religiosas nos setores de assistência a refugiados, assim como o aumento do apoio e da qualificação de voluntários. Para o estudo, foram entrevistados cerca de mil muçulmanos e 1,5 mil alemães cristãos e ateus.CN/afp/epd